Peritos de SP vão ajudar em investigação sobre operação no Jacarezinho

A Polícia Civil realizou, em 6 de maio, operação policial que resultou na morte de 28 pessoas na favela do Jacarezinho, no Rio de Janeiro

atualizado 11/06/2021 15:45

Manifestantes com faixa escrito NÃO TEM VACINA, MAS TEM CHACINAFoto: Fábio Vieira/Metrópoles

São Paulo – O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) informou, nesta sexta-feira (11/6), que a polícia de São Paulo vai apoiar a força-tarefa responsável por apurar a operação policial que resultou na chacina do Jacarezinho, que deixou 28 mortos no Rio de Janeiro.

O órgão informou que peritos da Superintendência da Polícia Técnico-Científica (SPTC) de São Paulo trabalharão em diligências relacionadas ao caso. A Procuradoria-Geral de Justiça enviou ofício com requerimento para realização de perícias para a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo.

Além da análise policial, serão disponibilizados equipamentos e laboratórios para atender às demandas da força-tarefa.

“O objetivo é a garantia na investigação de prova técnica autônoma e independente. Tipos de perícias, exames, prazos, laudos a serem demandados serão objeto de avaliação no curso da apuração e de acordo com a necessidade”, disse, em nota, o MP do Rio de Janeiro.

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Histórico

A chacina do Jacarezinho aconteceu na manhã de 6 de maio, em uma operação da Polícia Civil que resultou na morte de 28 pessoas, a mais letal do Rio de Janeiro. O policial civil André Leonardo de Mello Frias, de 45 anos, morreu após ser atingido com um tiro na cabeça durante a ação.

Segundo boletins médicos, 26 vítimas chegaram ao hospital sem vida, com marcas de balas e cortes pelo corpo.

O procurador Carlos da Costa Silva e Filho defendeu que a operação prezou pela “proteção da vida, liberdade e dignidade de menores, em respeito ao preceito constitucional que estabelece a absoluta prioridade dos direitos fundamentais de crianças e adolescentes.”

A deputada estadual Renata Souza (PSol-RJ) clamou pelo acompanhamento das investigações pela Organização das Nações Unidas (ONU). Já o MP do Rio rejeitou pedido para realização das ações em conjunto com a Polícia Federal.

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