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Brasil

Peritos de SP vão ajudar em investigação sobre operação no Jacarezinho

A Polícia Civil realizou, em 6 de maio, operação policial que resultou na morte de 28 pessoas na favela do Jacarezinho, no Rio de Janeiro

11/06/2021 15:25, atualizado 11/06/2021 15:45
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Foto: Fábio Vieira/Metrópoles
Manifestantes com faixa escrito NÃO TEM VACINA, MAS TEM CHACINA

São Paulo – O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) informou, nesta sexta-feira (11/6), que a polícia de São Paulo vai apoiar a força-tarefa responsável por apurar a operação policial que resultou na chacina do Jacarezinho, que deixou 28 mortos no Rio de Janeiro.

O órgão informou que peritos da Superintendência da Polícia Técnico-Científica (SPTC) de São Paulo trabalharão em diligências relacionadas ao caso. A Procuradoria-Geral de Justiça enviou ofício com requerimento para realização de perícias para a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo.

Além da análise policial, serão disponibilizados equipamentos e laboratórios para atender às demandas da força-tarefa.

“O objetivo é a garantia na investigação de prova técnica autônoma e independente. Tipos de perícias, exames, prazos, laudos a serem demandados serão objeto de avaliação no curso da apuração e de acordo com a necessidade”, disse, em nota, o MP do Rio de Janeiro.

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Estudo aponta que RJ teve 1.245 mortes provocadas pela polícia em 2020
Parede com marcas de tiros no Jacarezinho
Marcas de tiros na parede de casa do Jacarezinho
Beco com marcas de tiros no Jacarezinho
Marcas de tiros em parede perto de portão no Jacarezinho
Do total de vítimas, 86% eram negras
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Do total de vítimas, 86% eram negras

Aline Massuca/Metrópoles
Estudo aponta que RJ teve 1.245 mortes provocadas pela polícia em 2020
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Estudo aponta que RJ teve 1.245 mortes provocadas pela polícia em 2020

Aline Massuca/Metrópoles
Parede com marcas de tiros no Jacarezinho
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Parede com marcas de tiros no Jacarezinho

Foto: Aline Massuca/Metrópoles
Marcas de tiros na parede de casa do Jacarezinho
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Marcas de tiros na parede de casa do Jacarezinho

Foto: Aline Massuca/Metrópoles
Beco com marcas de tiros no Jacarezinho
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Beco com marcas de tiros no Jacarezinho

Aline Massuca/Metrópoles
Marcas de tiros em parede perto de portão no Jacarezinho
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Marcas de tiros em parede perto de portão no Jacarezinho

Foto: Aline Massuca/Metrópoles
Tiros no chão e parede de comércio no Jacarezinho
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Tiros no chão e parede de comércio no Jacarezinho

Foto: Aline Massuca/Metrópoles
Porta de comércio com marca de tiros
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Porta de comércio com marca de tiros

Foto: Aline Massuca/Metrópoles
Paredes com marcas de tiros próximo a comércio
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Paredes com marcas de tiros próximo a comércio

Foto: Aline Massuca/Metrópoles
Paredes e janela com marcas de tiros no Jacarezinho
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Paredes e janela com marcas de tiros no Jacarezinho

Fotos: Aline Massuca/Metrópoles
Marcas de tiros em parede na favela do Jacarezinho
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Marcas de tiros em parede na favela do Jacarezinho

Foto: Aline Massuca/Metrópoles
No caso da capital, este número sobe para 90%
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No caso da capital, este número sobe para 90%

Aline Massuca/Metrópoles

Histórico

A chacina do Jacarezinho aconteceu na manhã de 6 de maio, em uma operação da Polícia Civil que resultou na morte de 28 pessoas, a mais letal do Rio de Janeiro. O policial civil André Leonardo de Mello Frias, de 45 anos, morreu após ser atingido com um tiro na cabeça durante a ação.

Segundo boletins médicos, 26 vítimas chegaram ao hospital sem vida, com marcas de balas e cortes pelo corpo.

O procurador Carlos da Costa Silva e Filho defendeu que a operação prezou pela “proteção da vida, liberdade e dignidade de menores, em respeito ao preceito constitucional que estabelece a absoluta prioridade dos direitos fundamentais de crianças e adolescentes.”

A deputada estadual Renata Souza (PSol-RJ) clamou pelo acompanhamento das investigações pela Organização das Nações Unidas (ONU). Já o MP do Rio rejeitou pedido para realização das ações em conjunto com a Polícia Federal.

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