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Brasil

Perfil de PM no Instagram é reativado e família de Leandro Lo protesta

Henrique Otávio de Oliveira Veloso está preso no Romão Gomes, presídio para policiais militares. Família do lutador marcou protesto no local

15/08/2022 11:22, atualizado 16/08/2022 12:27
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Reprodução/Instagram
Perfil de PM no Instagram é reativado e família de Leandro Lo protesta

São Paulo – O perfil no Instagram do policial militar Henrique Otávio de Oliveira Velozo foi reativado. O PM está preso acusado de matar o campeão mundial de jiu-jítsu Leandro Lo Pereira do Nascimento, de 33 anos, em São Paulo.

Amanda Lo, irmã do lutador, compartilhou nesse domingo (14/8) uma imagem da conta do PM na rede social. “Manifestação amanhã às 20h no Romão Gomes, assassino reativou a conta dele não pode ficar impune”, escreveu a irmã.

A familiar se referia ao presídio destinado para policiais militares, onde Velozo está preso na região central de São Paulo. A mensagem foi republicada por Fátima Lo, mãe do atleta.

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8 imagens
Segundo a SSP-DF, ele é um policial militar, de 30 anos
Henrique Otávio Oliveira Velozo sacou a arma e atirou na cabeça do lutador  Leandro Pereira do Nascimento Lo
O PM também é lutador de jiu-jítsu
Fátima Lo e Leandro Lo
Leandro Lo foi campeão mundial meio-pesado em 2022 e campeão mundial peso leve em 2012
Ele foi a uma boate e a um motel logo após o crime
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Ele foi a uma boate e a um motel logo após o crime

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Segundo a SSP-DF, ele é um policial militar, de 30 anos
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Segundo a SSP-DF, ele é um policial militar, de 30 anos

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Henrique Otávio Oliveira Velozo sacou a arma e atirou na cabeça do lutador  Leandro Pereira do Nascimento Lo
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Henrique Otávio Oliveira Velozo sacou a arma e atirou na cabeça do lutador Leandro Pereira do Nascimento Lo

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O PM também é lutador de jiu-jítsu
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O PM também é lutador de jiu-jítsu

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Fátima Lo e Leandro Lo
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Fátima Lo e Leandro Lo

Reprodução
Leandro Lo foi campeão mundial meio-pesado em 2022 e campeão mundial peso leve em 2012
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Leandro Lo foi campeão mundial meio-pesado em 2022 e campeão mundial peso leve em 2012

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Leandro Lo, 33 anos, teve morte cerebral após ser baleado, na madrugada deste domingo (7/8)
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Leandro Lo, 33 anos, teve morte cerebral após ser baleado, na madrugada deste domingo (7/8)

Reprodução/ Instagram
Leandro Lo e a mãe, Fátima
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Leandro Lo e a mãe, Fátima

Reprodução/Instagram

Fotos com arma e bebidas

O policial militar tinha 32,6 mil seguidores, de acordo com a imagem divulgada pela família da vítima. Nesta segunda-feira (15/8), o perfil de Henrique Velozo registrava 32,9 mil seguidores. A conta possui imagens do PM fardado, com arma e bebidas.

A reportagem do Metrópoles entrou em contato com o advogado Claudio Dalledone, responsável pela defesa do policial militar, mas não recebeu retorno até a publicação desta reportagem.

Crime

Leandro Lo foi baleado na cabeça em 7/8, em um show no Clube Sírio, na Avenida Indianópolis, na zona sul de São Paulo.

De acordo com o boletim de ocorrência, após uma breve discussão o policial militar Henrique Otávio Oliveira Velozo, 30 anos, foi até a mesa de Leandro Lo e pegou uma garrafa.

O atleta tirou a bebida da mão de Velozo, o derrubou e o imobilizou. Em seguida, o PM se levantou e atirou no atleta jiu-jítsu.

Defesa diz que celular é “bisbilhotado”

O advogado Cláudio Dalledone, que defende Henrique Velozo, pediu à Justiça paulista a restituição do celular do policial. De acordo com o defensor, o aparelho de celular do policial “está sendo ilegalmente acessado, modificado e bisbilhotado”.

Dalledone diz que no dia do crime Velozo entregou à corregedoria da Polícia Militar o celular e a pistola Glock .380, com o respectivo carregador e nove munições intactas.

“A conta da rede social Instagram do policial Velozo foi ilegalmente invadida e modificada. A conta, que até então era fechada, foi ilegalmente aberta e publicizada para tudo e todos. Velozo possuí duplo fator de autenticação, ou seja, para modificar qualquer detalhe em sua rede social, obrigatoriamente precisa do seu aparelho telefônico e do chip cadastrado (ambos foram entregues para a autoridade policial)”, explica o advogado, que completa:

“Mesmo que eventualmente exista uma autorização judicial para a extração dos dados contidos no aparelho, importa dizer que essa autorização não é um salvo conduto para fazer o que se bem entende. A extração de dados, como próprio nome diz é a extração pura e fidedigna do conteúdo constante no aparelho. É vedada a modificação e a alteração clandestina dos dados, sob pena, inclusive da imputação de crime de fraude processual”.

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