PM preso por matar lutador Leandro Lo criou projeto contra violência

O projeto Segunda Força – a hora da mudança, desenvolvido em parceria com a associação Defenda PM, visava prevenir crimes contra as mulheres

atualizado 09/08/2022 15:04

PM acusado morte lutador de jiu-jítsu Reprodução/Facebook

Acusado pela morte do campeão mundial de jiu-jítsu Leandro Lo, de 33 anos, e preso temporariamente, o tenente da Polícia Militar Henrique Otavio Oliveira Velozo (na foto em destaque), de 30, idealizou um projeto para a prevenção de crimes contra as mulheres.

O curso, chamado Segunda Força – a hora da mudança!, foi desenvolvido em parceria com a Associação de Oficiais Militares do Estado de São Paulo (Defenda PM), e divulgado em dezembro de 2019.

De acordo com publicações feitas à época, o projeto tinha como objetivo a preparação e a instrumentalização efetiva na defesa pessoal e na inteligência emocional das mulheres. Além disso, Henrique Velozo também ministrava aulas sobre assertividade no posicionamento pessoal e em aspectos jurídicos.

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Leandro foi baleado na madrugada do último domingo (7/8), durante um show do grupo Pixote, no Esporte Clube Sírio, no bairro da Saúde, zona sul da capital paulista.

Após a Justiça decretar a prisão temporária de Velozo, o policial se entregou à Corregedoria da Polícia Militar no fim da tarde de domingo. Henrique Velozo foi indiciado por homicídio qualificado por motivo fútil. Ele está preso no Presídio Militar Romão Gomes (PMRG).

Em vídeo publicado no canal do Defenda PM nas redes sociais, Velozo afirma que a prevenção do crime e o fortalecimento da autoconfiança “passam pelo necessário acesso à informação”.

“A ideia é que as participantes conheçam técnicas capazes de evitar o crime. O foco é a prevenção primária, não queremos motivar o enfrentamento, mas preparar a neutralização de um possível ataque”, relatou em determinado trecho da entrevista.

Condenação por agressão e desacato

Henrique Velozo tem uma condenação por agressão e desacato na Justiça Militar de São Paulo. O caso também ocorreu em uma boate paulistana.

Na madrugada de 27 de outubro de 2017, o tenente envolveu-se em uma briga na extinta The Week, localizada na Lapa. Ao ser abordado pelos policiais acionados para atender à ocorrência, já do lado de fora do local, ele agrediu e desacatou os colegas de farda.

A condenação foi proferida em maio do ano passado e estipulou como penalidade 9 meses de prisão em regime aberto. Conforme relatado na decisão, Henrique estava exaltado e deu um soco no braço do soldado Flávio Alves Ferreira. Ele teria feito xingamentos e, ainda, questionou: “Quem é você?”.

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