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PDT volta atrás e indica a senadora Leila Barros para CPI do INSS

Partido no Senado havia desistido de compor a comissão, mas agora indicou a senadora do DF. A sigla está no centro do escândalo de desvios

atualizado

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Geraldo Magela/Agência Senado
senadora leila do volei - Metrópoles
1 de 1 senadora leila do volei - Metrópoles - Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

A bancada do PDT no Senado Federal voltou atrás e decidiu indicar a senadora Leila Barros (PDT-DF) para participar da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que vai investigar desvios ilegais em aposentadorias do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS). Mais cedo, como noticiou o Metrópoles, a sigla havia desistido de compor o colegiado e um senador do PSB iria ocupar a vaga.

O PDT se vê no centro do escândalo a respeito dos descontos indevidos realizados por entidades sindicais — esquema revelado pelo Metrópoles —, uma vez que o Ministério da Previdência era comandado pelo presidente do partido, Carlos Lupi, e segue sob domínio da sigla.

Nomes de confiança de Lupi ocupavam cargos de alto escalão no INSS e foram alvo da operação da Polícia Federal deflagrada no fim de abril, incluindo o então presidente do órgão, Alessandro Steffanuto. Ele foi afastado e depois demitido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Diante da crescente pressão, Lupi deixou o governo em 2 de maio. O Ministério da Previdência, porém, seguiu na alçada do PDT. O secretário-executivo da pasta, Wolney Queiroz, assumiu o cargo de ministro e está responsável por gerir a concessão dos ressarcimentos prometidos por Lula aos aposentados.

As investigações apontam que ao menos R$ 6,3 bilhões foram tirados de aposentadorias sem consentimento de aposentados e pensionistas. O principal operador do esquema, o lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, chamado de “Careca do INSS”, visitou o gabinete do líder da bancada, o senador Weverton (MA), ao menos três vezes. As visitas foram colocadas sob sigilo pelo Senado Federal.

Na Câmara, o líder da sigla, deputado Mario Heringer (MG), já está escalado como titular. Depois da saída de Lupi do governo, houve um racha entre as bancadas. O PDT da Câmara decidiu sair da base de Lula, enquanto os três senadores da legenda se mantiveram alinhados ao Palácio do Planalto.

CPMI começa na próxima semana

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), comprometeu-se a instalar a comissão “impreterivelmente” até a próxima semana. O colegiado será comandado pelo senador e líder do PSD, Omar Aziz (AM). A CPMI contará com 16 membros de cada Casa e terá até 180 dias de funcionamento.

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), indicou Ricardo Ayres (Republicanos-TO) para relatar a comissão.

A comissão tem potencial de apresentar um novo flanco de desgaste na popularidade do governo Lula. A CPMI foi articulada por integrantes da oposição ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Diante da pressão, governistas passaram a ver a CPMI como inevitável e decidiram aderir à instalação, oficializada em 17 de junho durante a sessão conjunta do Congresso Nacional.

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