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Saiba quem é Ricardo Ayres, relator da CPI do INSS

Deputado do Tocantins é do Republicanos, mesmo partido que o presidente da Câmara, Hugo Motta

atualizado

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Bruno Spada/Câmara dos Deputados
O deputado Ricardo Ayres
1 de 1 O deputado Ricardo Ayres - Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), anunciou nesta sexta-feira (15/8) o relator da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar as fraudes de desvios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O escolhido foi o deputado Ricardo Ayres (TO), seu colega de seu partido.

Natural de Goiânia (GO), Ayres está em seu primeiro mandato como deputado federal, eleito por Tocantins. O correligionário de Motta é vice-líder do partido na Casa Baixa desde 2023.

Já votou em pautas contra o governo, como na derrubada do decreto do Imposto de Operações Financeiras (IOF) e a favor do Projeto de Lei do licenciamento ambiental.

O Partido Liberal (PL) pleiteava a relatoria da CMPI do INSS, visto que a deputada Coronel Fernanda (PL-MT) foi a responsável pelo pedido da investigação. No entanto, como mostrou o Metrópoles, lideranças do partido avaliaram que ela não estaria preparada para assumir o posto. Ela está em seu primeiro mandato como deputada, assim como Ayres.

Na avaliação de caciques do partido do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), a indicação de um senador para o comando da comissão mista pode prejudicar a deputada pela falta de experiência, já que a presidência fica com o Senado. O escolhido para liderar a investigação no Senado é Omar Aziz (PSD-AM), que já presidiu a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19 na Casa Alta.

Instalação sai na próxima semana

O presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), garantiu na quarta-feira (13/8) que a CMPI dos desvios do INSS seria instalada “impreterivelmente” na próxima semana.

“Tive reunião com o presidente Hugo Motta ontem e ele me assegurou que ainda hoje os lideres da Câmara fariam as indicações sobre as lideranças partidárias para instalar a CPMI do INSS. A nossa expectativa era que ainda hoje pudéssemos instalar, no entanto, falei com o presidente Hugo agora há pouco e ele me pediu que nós pudéssemos fazer a instalação na próxima semana impreterivelmente”, disse Alcolumbre no plenário do Senado.

Fraude no INSS

O escândalo do INSS foi revelado pelo Metrópoles em uma série de reportagens publicadas a partir de dezembro de 2023. Três meses depois, o portal mostrou que a arrecadação das entidades com descontos de mensalidade de aposentados havia disparado, chegando a R$ 2 bilhões em um ano, enquanto as associações respondiam a milhares de processos por fraude nas filiações de segurados.

As reportagens do Metrópoles levaram à abertura de inquérito pela Polícia Federal (PF) e abasteceram as apurações da Controladoria-Geral da União (CGU). No total, 38 matérias do portal foram listadas pela PF na representação que deu origem à Operação Sem Desconto, deflagrada em 23/4 e que culminou nas demissões do presidente do INSS e do ministro da Previdência, Carlos Lupi.

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