O dilema do PL na relatoria da CPI mista do INSS
Autora do pedido da CPMI do INSS, deputada do PL tenta assumir relatoria da comissão, mas enfrenta resistência dentro da própria bancada
atualizado
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O PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro, enfrenta um dilema nas indicações dos membros para a CPMI do INSS no Congresso Nacional. Em especial, por causa da relatoria da comissão parlamentar de inquérito.
Lideranças do partido avaliam que a deputada Coronel Fernanda (PL-MT), autora do pedido da CPMI, não estaria preparada para assumir a relatoria, como ela deseja. A parlamentar está em seu primeiro mandato na Câmara.
Lideranças do PL admitem que, pela tradição, seria natural Fernanda, como autora do requeirmento, ter um posto de destaque na CPMI. No caso, a relatoria, que caberá à Câmara. A presidência do colegiado ficará com o Senado.
A tendência, conforme já noticiou o Metrópoles, é que o senador Omar Aziz (PSD-AM) seja escolhido como presidente da comissão. Aliado do governo, Aziz foi o presidente da CPI da Covid-19 no Senado.
Na avaliação de caciques do PL, a indicação de um senador experiente para a presidência da CPMI prejudica ainda mais Fernanda. O temor é de que, sem experiência, a deputada fosse “engolida” por Aziz.
Diante desse cenário, deputados bolsonaristas do PL disputam entre si não apenas as vagas do partido na comissão mista, como mostrou a coluna, mas também procuram uma solução para a relatoria.
Líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ) avisou em suas redes que não abrirá mão de indicar o relator. Segundo ele, não haveria acordo para indicação de um nome que não seja da oposição.






