PCPE investiga deputados em rachadinha com desvios de R$ 2,7 milhões

Na casa dos investigados, a Polícia Civil de Pernambuco apreendeu cerca de R$ 120 mil em moeda estrangeira e duas barras de prata

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

PCPE
Imagem colorida, cédula estrangeira- Metrópoles
1 de 1 Imagem colorida, cédula estrangeira- Metrópoles - Foto: PCPE

A Polícia Civil de Pernambuco (PCPE) deflagrou uma operação nesta quarta (15/4) para investigar desvios de verba pública em um gabinete parlamentar da Assembleia Legislativa do Estado (Alepe).

Segundo a investigação, o operador financeiro alvo da operação movimentou R$ 2.743.901,65 proveniente do dinheiro público, por meio de “rachadinha”.

PCPE investiga deputados em rachadinha com desvios de R$ 2,7 milhões - destaque galeria
5 imagens
Cédula estrangeira
Dinheiro estrangeiro apreendido
Dinheiro estrangeiro apreendido na casa de um dos investigados
Duas barras de prata foram apreendidas na casa de um dos investigados
Policiais cumprem mandados de busca e apreensão
1 de 5

Policiais cumprem mandados de busca e apreensão

PCPE
Cédula estrangeira
2 de 5

Cédula estrangeira

PCPE
Dinheiro estrangeiro apreendido
3 de 5

Dinheiro estrangeiro apreendido

PCPE
Dinheiro estrangeiro apreendido na casa de um dos investigados
4 de 5

Dinheiro estrangeiro apreendido na casa de um dos investigados

PCPE
Duas barras de prata foram apreendidas na casa de um dos investigados
5 de 5

Duas barras de prata foram apreendidas na casa de um dos investigados

PCPE

Durante a Operação Draft, foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão em Olinda, Recife e Jaboatão dos Guararapes. Nesses locais, a polícia apreendeu cerca de R$ 120 mil em moeda estrangeira e duas barras de prata estimadas entre R$ 12 mil e R$ 23 mil.

De acordo com a PCPE, a investigação começou no fim de 2023, após o compartilhamento de dados entre órgãos policiais sobre corrupção em um gabinete parlamentar estadual da Alepe. A fraude com dinheiro público teria ocorrido de 2015 a 2019.

Segundo a apuração, a organização por trás do crime era composta por dois deputados estaduais e seis operadores financeiros/operadores materiais, que usavam a “rachadinha” para o desvio de verba pública.

O método de corrupção consiste em recrutar assessores, inclusive funcionários sem prestação efetiva de serviço, com o objetivo de desviar parte relevante dos vencimentos pagos com recursos públicos, mediante exigência de repasses indevidos.

Prejuízo de 2 milhões aos cofres públicos

Segundo o delegado da PCPE Juliano Ferronato, o dinheiro público era desviado por meio da rachadinha para contas bancárias de asssessores, que transferiam este valor para várias pessoas, configurando lavagem de dinheiro. Os assessores recebiam de R$ 6 mil a R$18 mil e tinham ciência da estrutura de corrupção.

“Para o sistema da rachadinha funcionar, era preciso um operador que ligasse o elo político aos operadores financeiros e até aos próprios assessores fantasmas. Na maior parte dos casos, o próprio assessor fantasma sacava o dinheiro e repassava a totalidade do valor para os operadores”, explicou Ferronato.

Um dos investigados, suspeito de ser o principal operador financeiro do esquema, movimentou de R$ 200 mil a R$ 2.743.901,65 proveniente dos cofres públicos. Até o momento, nenhum dos investigados foi preso, e a identidade deles não foi revelada.

A PCPE segue com as investigações para prender os envolvidos.

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comNotícias Gerais

Você quer ficar por dentro das notícias mais importantes e receber notificações em tempo real?