Pazuello diz a governadores que vacinação deve começar no fim de fevereiro
Em reunião com governadores, o ministro da Saúde falou sobre acordos para adquirir a vacina contra a Covid-19, ainda no primeiro semestre

Diante da pressão de governadores pela vacina contra o coronavírus, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, anunciou, nesta terça-feira (8/12), que o Brasil deverá iniciar a imunização no fim de fevereiro.
A declaração foi feita durante reunião com governadores, no Palácio do Planalto, para tratar de um plano de vacinação contra a Covid-19.
Os governadores que foram ao Planalto foram: Wellington Dias (PT), do Piauí; Fátima Bezerra (PT), do Rio Grande do Norte; Paulo Câmara (PSB), de Pernambuco; Gladson Cameli (PP), do Acre; Helder Barbalho (MDB), do Pará; e Ronaldo Caiado (DEM), de Goiás. Os demais chefes estaduais participaram por videoconferência, como foi o caso de Ibaneis Rocha (MDB), do Distrito Federal.
No encontro, o titular da Saúde também disse que as primeiras 8,5 milhões de doses da Pfizer, de uma compra de 70 milhões, devem chegar ao país no primeiro semestre.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesDe acordo com o ministro, o registro definitivo da vacina da AstraZeneca deve ser concedido no fim de fevereiro pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Pazuello prometeu começar a vacinação no Brasil no fim de fevereiro.
“AstraZeneca e Oxford estão concluindo a fase 3. Algumas etapas da fase 3 serão concluídas para, aí sim, submeter à Anvisa para registro. Qual é a previsão? Até o final de dezembro. E a Anvisa, dentro da sua responsabilidade para analisar o registro dessas vacinas, precisa de tempo para concluir essa ação. E, pelo que demonstrou, tempo próximo a 60 dias. Pode ser menos, um pouco. Se tudo estiver redondo, sem recomendações incompletas, (…) se isso acontecer, vamos ter o registro definitivo da AstraZeneca no final de fevereiro. Mesmo que tenha chegado as 15 milhões de doses em janeiro.”
Acordos
Segundo pessoas presentes na reunião, o ministro apresentou os acordos já firmados pelo governo brasileiro para receber 300 milhões de doses em 2021, sendo 260 milhões de Oxford/AstraZeneca e mais aproximadamente 40 milhões obtidas por meio do consórcio Covax Facility.

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Frequência de envio: Diário
Ver todas“Nós fizemos um acordo de transferência de tecnologia para a Fiocruz, com o recebimento de 100 milhões de doses dessa vacina. Essas 100 milhões de doses chegam a partir de janeiro. Chegarão 15 milhões em janeiro, 15 milhões em fevereiro, e vai aumentando até junho, fechando 100 milhões de doses”, afirmou Pazuello durante a reunião.
O ministro também informou que foi elaborado um memorando de entendimento não vinculante com o Butantã e com a Pfizer. A compra, no entanto, ainda depende do registro dos produtos na Anvisa.
Política
O ministro ainda negou que haja resistência do governo ou do presidente Jair Bolsonaro em relação a determinadas vacinas.
“O presidente falou claramente isso aí: todas as vacinas que tiverem seu êxito, sua eficácia, com seus registros da Anvisa da maneira correta, e, se houver necessidade… por que não adquirir? O presidente colocou de forma clara, o resto faz parte do dia a dia das discussões do país”, disse o ministro na reunião.













