Paulo Pimenta rebate ataques a Lulinha na CPMI do INSS: “Leviandade”

Convocação de filho do presidente Lula foi negada pela CPMI do INSS. Lulinha foi atacado pela oposição e Pimenta saiu em sua defesa

atualizado

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1 de 1 Foto colorida mostra deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) - Metrópoles - Foto: Kebec Nogueira/Metrópoles

O deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) reagiu com veemência aos ataques feitos a Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), durante sessão na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) nesta quinta-feira (4/12). Ao Metrópoles o parlamentar classificou como “leviandade” as acusações .

“É uma leviandade tratar como verdade uma acusação sem provas, sem nenhum documento, sem nada além da palavra de um desafeto de um investigado, acusado na polícia de roubo de carros e equipamentos”, afirmou.

Farra do INSS

O escândalo do INSS foi revelado pelo Metrópoles em uma série de reportagens publicadas a partir de dezembro de 2023. Três meses depois, o portal mostrou que a arrecadação das entidades com descontos de mensalidade de aposentados havia disparado, chegando a R$ 2 bilhões em um ano, enquanto as associações respondiam a milhares de processos por fraude nas filiações de segurados.

As reportagens do Metrópoles levaram à abertura de inquérito pela Polícia Federal (PF) e abasteceram as apurações da Controladoria-Geral da União (CGU). Ao todo, 38 matérias do portal foram listadas pela PF na representação que deu origem à Operação Sem Desconto, deflagrada no dia 23/4 e que culminou nas demissões do presidente do INSS e do ministro da Previdência, Carlos Lupi.


Durante a sessão da CPMI desta quinta, a oposição acusou o filho do presidente de receber uma mesada de R$ 300 mil do esquema. Pimenta desqualificou as acusações e ameaçou processar os responsáveis pelos ataques.

O deputado também relembrou que familiares do presidente já foram alvo de acusações semelhantes no passado, “todas comprovadamente falsas”.

“Não é a primeira vez que familiares enfrentam acusações assim – dono da JBS, da Oi, Ferrari de Ouro, fazendas no Pará – todas comprovadamente falsas. Trata-se de fake news. O suposto acusador será processado civil e criminalmente por esse crime”, disparou.
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Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha
Deputado Paulo Pimenta na CPMI do INSS
Lula e Paulo Pimenta
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Lula e Paulo Pimenta

Hugo Barreto/Metrópoles @hugobarretophoto
Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha
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Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha

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Deputado Paulo Pimenta na CPMI do INSS
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Deputado Paulo Pimenta na CPMI do INSS

FOTO: BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiaFoto

Pedido negado

O requerimento que buscava levar o filho do presidente Lula para prestar esclarecimentos no colegiado foi protocolado na terça-feira (2/12) pelo deputado Marcel Van Hattem (Novo-RS) e foi incluído na pauta da comissão pelo presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG). A solicitação alegava possíveis conexões entre Lulinha e operadores do esquema de descontos ilegais em aposentadorias, investigado pela comissão.

Na reunião desta quinta, no entanto, a CPMI rejeitou o pedido de convocação de Lulinha, além das solicitações para ouvir o ministro-chefe da AGU e indicado ao STF, Jorge Messias; a presidente do Palmeiras, Leila Pereira; e os CEOs dos bancos Santander, C6 e PicPay. A decisão contou com apoio da base governista.

O pedido de convocação citava movimentações financeiras relacionadas à ADS Soluções – empresa apontada como peça central do esquema revelado pelo Metrópoles –, ao coordenador nacional de Tecnologia da Informação do PT, Ricardo Bimbo, e ao contador de Lulinha, João Muniz Leite.

A justificativa mencionava pagamentos a Leite no mesmo período em que a ADS transferiu valores para a Datacore, empresa ligada a Bimbo.

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