Paulinho da Força dirá a Dino que indicou emendas como deputado
Presidente do Solidariedade, Paulinho da Força, afirmou que não se manifestou em ação do STF por ter feito indicações como deputado

Após o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), convocar, neste domingo (23/8), os dirigentes do Solidariedade e do Podemos por falta de esclarecimentos sobre a atuação dos presidentes das respectivas legendas na execução de emendas parlamentares, Paulinho da Força, presidente do Solidariedade, concedeu entrevista ao Metrópoles.
Paulinho, que também é deputado federal por São Paulo, afirmou que não havia se manifestado perante o STF porque fez a indicação de emendas na condição de parlamentar. Segundo ele, a situação da presidente do Podemos, Renata Abreu, é semelhante.
“Nós não fizemos indicação pelo partido. Fizemos indicação como deputado, tanto eu como Renata Abreu”, explicou.
Dino também aplicou multa diária de R$ 100 mil aos partidos que permanecerem omissos. Diante da punição, Paulinho afirmou que apresentará o esclarecimento ao STF. O ministro deu cinco dias para que o Podemos e o Solidariedade prestem as informações.

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Na mesma decisão deste domingo, Dino solicitou que a Câmara dos Deputados e o Senado Federal informem os órgãos envolvidos no processamento dos repasses sobre a determinação.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesNa nova decisão, Dino estabelece que tanto a Câmara quanto o Senado devem considerar de “nulidade absoluta” qualquer “ato, tabela, expediente, comunicação, planilha, ofício ou solicitação que pretenda atribuir a presidente de partido político ou a ex-parlamentar a autoria, a titularidade ou o poder de indicação sobre emenda parlamentar”.
A determinação é baseada em esclarecimentos prestados por partidos à Corte. As legendas informaram que seus dirigentes não têm competência para definir, gerir, distribuir ou operacionalizar emendas parlamentares.
A medida ocorre no contexto das investigações que resultaram no bloqueio de R$ 119 milhões em bens do presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, após a suspeita de que ele tenha direcionado emendas mesmo sem exercer mandato parlamentar.











