Para presidente do PT, PL Antifacção continua enfraquecendo a PF
Mesmo com mudanças no relatório apresentado pelo deputado federal Guillherme Derrite, texto segue desagradando o governo
atualizado
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O presidente do Partido dos Trabalhadores (PT), Edinho Silva, criticou o relatório do Projeto de Lei nº 5582/25, apelidado de PL Antifacção, apresentado pelo deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP), que propõe alterações na atuação da Polícia Federal (PF) em ações contra o crime organizado.
Na segunda-feira (10/11), o texto proposto pelo relator foi alvo de críticas ao sugerir que a corporação só poderia atuar junto às polícias estaduais mediante pedido oficial do governador. O trecho foi alterado após fortes reações. O relator manteve a autonomia da PF, mas determinou que ela deverá sempre comunicar as operações às autoridades estaduais competentes.
Para o dirigente petista, mesmo com as mudanças, o texto segue enfraquecendo o papel da PF e vai favorecer o vazamento de operações.
“As mudanças no relatório do PL Antifacção, divulgadas pelo Derrite, secretário de segurança pública do Tarcisio [de Freitas, governador de SP], continuam enfraquecendo a Polícia Federal; ataca sua autonomia, limita a instituição que mais tem condições de enfrentar o crime organizado, e combater a corrupção”, criticou Edinho.
“Ter que comunicar governos estaduais das suas investigações limita a ação contra o crime e vai propiciar o vazamento de operações, o que só favorece bandidos. Com esse relatório do Derrite, só crime organizado e corruptos ganham”, disparou Edinho Silva.
Nesta terça (11/11), o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), garantiu que a PF não perderá suas prerrogativas com a nova versão do PL.
“A Câmara não permitirá, em nenhum momento, que a Polícia Federal perca as suas prerrogativas. Essa é uma condição inegociável para nós, tanto é que o próprio relator, desde o dia de ontem, por intermédio nosso, conversou com o diretor-geral da Polícia Federal”, disse o parlamentar.
O texto pode ser votado na Câmara ainda nesta terça. Motta se reunirá com líderes e com ministros do governo para debater a proposta.
