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Brasil

Para Pimenta, militares "se sentem traídos por Bolsonaro"

Para o ministro da Secom, Paulo Pimenta, Jair Bolsonaro "botou pilha", mas, quando "chegou a hora do golpe, fugiu" para os Estados Unidos

, Repórter de Brasil06/03/2024 10:58, atualizado 06/03/2024 11:11
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Vinícius Schmidt/Metrópoles
O deputado federal Paulo Pimenta

O ministro da Secretaria de Comunicação da Presidência, Paulo Pimenta, afirmou, nesta quarta-feira (6/3), que os militares “se sentem traídos” pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Para Pimenta, Bolsonaro “botou pilha”, mas, quando “chegou a hora do golpe, fugiu”. Ele ainda chamou o ex-presidente de “covarde”.

“Chegou na hora, preparou tudo, vamos fazer o golpe? Pegou o avião e foi pros Estados Unidos. Aí o [Mauro] Cid vai acabar com a carreira dele, Bolsonaro milionário, filho milionário e eles [militares] presos? Tudo destruído e porque na hora H sumiu, covarde”, afirmou o ministro a jornalistas.

A declaração de Pimenta ocorre dias depois do depoimento do ex-comandante do Exército e general da reserva Marco Antônio Freire Gomes à Polícia Federal (PF), que incomodou alguns integrantes da cúpula bolsonarista.

Na oitiva, que durou mais de sete horas e foi realizada na última sexta (1º/3), Freire Gomes confirmou a presença nas reuniões para elaborar a chamada “minuta do golpe” e a existência de duas versões do texto golpista.

Conforme mostrado pela coluna de Míriam Leitão, do jornal O Globo, o ex-comandante do Exército relatou à PF que Bolsonaro e o ex-ministro da Defesa Paulo Sérgio Nogueira teriam apresentado as duas versões do documento com o passo a passo da suposta trama golpista.

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