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Rodrigo Rangel

PF avança contra Bolsonaro, mas limita ofensiva sobre militares

Há um temor latente, dentro do governo, de que as investigações possam abrir uma crise declarada com o comando das Forças Armadas

20/02/2024 02:00, atualizado 20/02/2024 08:10
Reprodução
Imagem colorida de viatura da Polícia Federal (PF); corporação prendeu cidadão português procurado pela interpol - Metrópoles

A Polícia Federal está com carta branca para avançar nas investigações sobre Jair Bolsonaro, mas tem ordens para ser cuidadosa com oficiais das Forças Armadas, especialmente os de alta patente. O motivo: evitar uma crise institucional declarada com a caserna.

A coluna apurou junto a fontes do governo, incluindo algumas que acompanham muito de perto as apurações sobre o ex-presidente da República, que é grande o temor de que novas investidas passem a ser tratadas como um ataque às Forças Armadas.

O descontentamento nos quartéis, por parte de oficiais estrelados, já é grande. O que se quer evitar é que ele transborde para além dos bastidores.

Não significa que os casos já conhecidos que envolvem figurões da farda, como Augusto Heleno Ribeiro e Walter Braga Netto, não irão adiante. Esses já são dados, até dentro das próprias forças, como superados. A ordem é para evitar uma caçada generalizada.

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O cuidado não se limita à PF, aliás. O próprio ministro Alexandre de Moraes, que tem ótima relação com a cúpula militar, compartilha da mesma preocupação.