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Para pai de Juliana, morte da filha não será em vão: "Evitará outras"

Segundo Manoel, quando o parque responsável pela trilha no Monte Rinjani fez contato com a Defesa Civil da Indonésia, “já era tarde demais"

Kadu Macri, Giovanna Pécora04/07/2025 11:45, atualizado 04/07/2025 12:05
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Kadu Macri/Metrópoles
Imagem colorida de homem de óculos escuros e barba grisalha - Metrópoles

Pai de Juliana Marins, jovem brasileira que morreu após queda durante trilha no Monte Rinjani, na Indonésia, Manoel Marins contou durante o velório, nesta sexta-feira (4/7), que a morte da filha não foi em vão e que as autoridades do país “estão revendo os protocolos” para evitar outras mortes.

“Se a Defesa Civil tivesse sido acionada imediatamente, certamente daria tempo de chegarem lá. Só que foi acionada tardiamente. Os protocolos do parque são muito ruins, muito malfeitos”, criticou.


Velório

  • O corpo de Juliana Marins, de 26 anos, será velado e cremado nesta sexta-feira (4/7), no Cemitério Parque da Colina, em Pendotiba, Niterói, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro.
  • A cerimônia começou às 10h e deve se estender até as 12h. Nesse período, será aberta ao público. Depois, ficará restrita a familiares e amigos, que se despedirão da brasileira, sendo finalizada às 15h.
  • Juliana morreu após cair no vulcão Rinjani, na Indonésia, no último dia 21 de junho. A chegada do corpo ao Brasil aconteceu na terça-feira (1º/7).

Segundo Manoel, quando o parque responsável pela trilha no Monte Rinjani entrou em contato com a Defesa Civil da Indonésia, “já era tarde demais”.

“Era muito íngreme (local da queda). Certamente, Juliana não aguentaria muito tempo ficando ali, com aquele declive tão grande, mas, se a Defesa Civil tivesse sido acionada imediatamente, daria tempo”, avaliou Manoel.

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Juliana Marins
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O caso teve repercussão nacional
Pai de Juliana Marins: "Cada vez mais a dor aumenta". Vídeo
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Ela estava na Indonésia
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Ele contou que conversou com a governadora de Lombok e soube também, pela embaixada brasileira, “que o próprio governo central da Indonésia está revendo os protocolos”.

“Eu disse para ela: ‘Se vocês conseguirem fazer essa revisão dos protocolos e evitar que novas mortes aconteçam, eu vou sentir que a vida da Juliana, a morte da Juliana, não foi em vão, porque ela certamente evitará muitas outras'”, ressaltou Manoel.

O corpo de Juliana passou por nova autópsia, realizada no Instituto Médico Legal (IML) Afrânio Peixoto, no Centro do Rio de Janeiro, na última quarta-feira (2/7). A expectativa é esclarecer pontos ainda nebulosos sobre a causa da morte.

O corpo de Juliana será cremado após a cerimônia de despedida.

Quem era a brasileira

Juliana Marins era publicitária e compartilhava nas suas redes sociais diversas experiências em outros países.

Juliana tinha um perfil com mais de 20 mil seguidores nas plataformas digitais. Segundo sua conta no LinkedIn, a jovem já trabalhou em empresas do Grupo Globo, como Multishow e Canal Off.

Além disso, formou-se em comunicação pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e fez cursos de fotografia, roteiro e direção de cinema.

Juliana também era dançarina profissional de pole dance e costumava se apresentar artisticamente. Ela compartilhava os registros de suas performances nas redes.

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