Para Lula, ONU não tem poder para acabar com guerras na Ucrânia e Gaza

Presidente brasileiro defende mudança no Conselho de Segurança da ONU, para ampliar participação de outros países

atualizado

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Lucas Landau/BRICS Brasil
Foto colorida do O Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, participa de entrevista coletiva, no encerramento a Cúpula de Líderes do BRICS no Museu de Arte Moderna (MAM), no Rio de Janeiro - Metrópoles
1 de 1 Foto colorida do O Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, participa de entrevista coletiva, no encerramento a Cúpula de Líderes do BRICS no Museu de Arte Moderna (MAM), no Rio de Janeiro - Metrópoles - Foto: Lucas Landau/BRICS Brasil

Rio de Janeiro – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse, nesta segunda-feira (7/7), que a Organização das Nações Unidas (ONU) não possui capacidade para coordenar um cessar-fogo na Ucrânia e também na Faixa de Gaza. Para o petista, é necessário uma reforma no Conselho de Segurança das Nações Unidas para ampliar a participação de outros países.

“O Conselho de Segurança, que deveria ser o paradigma para tentar evitar que essas guerras acontecessem, é quem as promove. Desde a guerra do Iraque, desde a invasão da Líbia e a morte de Kadafi [Muammar Gaddafi], até a guerra com a Ucrânia. Ou seja, ninguém pede licença para fazer guerra”, defende Lula.

O chefe do Palácio do Planalto destaca que não há um organismo internacional capaz de mediar o conflito entre Rússia e Ucrânia, e por isso há dificuldades de pôr fim às ofensivas militares no Leste Europeu.

“Depois, a ONU perde credibilidade e autoridade para negociar. Quem é que negocia? Na guerra entre Rússia e Ucrânia, quem é que negocia? Não há uma instituição capaz de sentar à mesa os dois que estão em guerra, fazer uma avaliação e propor uma solução”, complementa o presidente.

O Conselho de Segurança é formado por 15 países-membros. Desse total, cinco possuem assentos permanentes. São eles: China, França, Rússia, Reino Unido e Estados Unidos. Para aprovar uma proposta de paz, ou documentos semelhantes, no colegiado é necessário o apoio de nove nações e nenhum dos membros permanentes pode vetar o texto.

Lula também mencionou a inércia da ONU diante do avanço dos conflitos na Faixa de Gaza. As forças militares de Israel intensificaram os ataques contra o território palestino depois que membros do Hamas invadiram Israesl e mataram cerca de 1.200 pessoas.

“O que está acontecendo em Gaza já passou da capacidade de compreensão de qualquer mortal no planeta Terra. Dizer que aquilo é uma guerra contra o Hamas? E só se mata inocente, mulheres e crianças. Cadê a instituição multilateral para colocar um fim nisso? Não existe. A ONU deveria tá coordenando, mas a ONU não pode coordenar porque está envolvida nisso”, complementa o chefe do Palácio do Planalto.

Lula é um dos principais críticos das ações militares de Israel contra a Faixa de Gaza. O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu alega que as incursões tem como finalidade pôr fim ao grupo Hamas.

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