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Mundo

EUA vetam resolução do Conselho de Segurança por cessar-fogo em Gaza

Documento do Conselho de Segurança da ONU proibia “qualquer esforço para matar os palestinos de fome”

20/11/2024 14:32
UN Photo/Eskinder Debebe
imagem colorida mostra conselho de segurança da onu - Metrópoles

Os Estados Unidos vetaram, mais uma vez, nesta quarta-feira (20/11), uma resolução do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) que pedia um cessar-fogo no conflito entre Israel e o grupo extremista Hamas na Faixa de Gaza.

É a quarta vez que os EUA rejeitaram uma proposta de interrupção do conflito armado na Faixa de Gaza desde o início do confronto, em outubro de 2023. Em março deste ano o país chegou a se abster numa votação e uma resolução pelo cessar-fogo foi aprovada, mas ignorada por Israel.

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Visão da destruição como resultado do ataque do exército israelense à cidade de Khan Younis, no sul de Gaza
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Hani Alshaer/Anadolu via Getty Images
Visão da destruição como resultado do ataque do exército israelense à cidade de Khan Younis, no sul de Gaza
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Visão da destruição como resultado do ataque do exército israelense à cidade de Khan Younis, no sul de Gaza

Hani Alshaer/Anadolu via Getty Images
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Fadel Itani/NurPhoto via Getty Images

O documento obteve o voto dos outros 14 membros do Conselho de Segurança, mas foi vetado pelos Estados Unidos.

O documento vedava “qualquer esforço para matar os palestinos de fome”, e determinava o acesso a serviços básicos e de assistência humanitária aos palestinos que continuam em Gaza.

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O representante dos EUA na reunião, Robert Wood, justificou o veto à proposta por falta da exigência da libertação de todos os reféns sequestrados pelo Hamas após o ataque ao território israelense.

“Deixamos claro nas negociações que não poderíamos apoiar um cessar-fogo incondicional que não conseguisse a libertação dos reféns. Como a resolução abandonou esse tópico, os EUA não poderiam a apoiar”, alegou Wood.

No final de outubro, o secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou sobre a possibilidade de Israel caminhar para uma “limpeza étnica” na Faixa de Gaza, caso a comunidade internacional não agisse para impedir.