Para líder da oposição, fala de Fux “destrói teatro criado por Moraes”
Líder da oposição na Câmara, Zucco (PL-RS) afirmou que Fux vai precisar de defesa da oposição por estar “indo contra o sistema”
atualizado
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O líder da oposição na Câmara dos Deputados, Zucco (PL-RS), reagiu, nesta quarta-feira (10/9), às falas do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux no julgamento da trama golpista que tem Jair Bolsonaro (PL) e sete aliados como réus. Segundo o deputado, Fux está “destruindo o teatro criado” por Alexandre de Moraes.
“Nesse momento, o ministro Fux está destruindo o teatro criado por Moraes e escancarando a perseguição contra Bolsonaro. Ele vai precisar de toda defesa de nossa parte por estar indo contra o sistema. A frase do dia é: ‘Fux honra a toga’. Anula tudo”, escreveu o parlamentar em publicação na rede social X.
Em seguida, Zucco publicou um vídeo após o magistrado acatar as preliminares que pedem a incompetência da Corte e da Primeira Turma em julgar a ação penal. Fux defendeu ainda a nulidade do processo.
No entendimento do magistrado, a ação penal deveria ser objeto de análise da primeira instância. Caso o processo fosse julgado no STF, Fux defendeu que a análise deveria ser feita no Plenário da Corte. “Já que o primeiro caso do 8/1 foi para o plenário, Bolsonaro deveria ser julgado no plenário”, defendeu.
“Nós temos que entender o que foi dito aqui. Esse julgamento tem de ser anulado hoje. O ministro Fux está analisando juridicamente que o julgamento tem que parar”, disse na filmagem feita dentro da Primeira Turma. Zucco está acompanhando presencialmente o quarto dia do julgamento.
Mais cedo, ao chegar à Corte, o líder afirmou que o voto de Luiz Fux era “uma esperança jurídica”. O magistrado já era visto pelo núcleo bolsonarista como uma possível figura de divergência em relação a Moraes, principalmente no que diz respeito às penas.
O magistrado é o terceiro a votar no julgamento da trama golpista, que tem placar de 2 x 0 pela condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e mais sete réus, com os votos dos ministros Alexandre de Moraes e Flávio Dino.
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