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Brasil

Pandemia e Selic: os motivos do pedido de recuperação judicial do Habib's

Antes de recorrer à recuperação judicial, a companhia já havia buscado proteção na Justiça para suspender cobranças

26/08/2026 19:10, atualizado 26/08/2026 19:15
Reprodução/Google Maps
Pandemia e Selic: os motivos do pedido de recuperação judicial do Habib’s

Os efeitos da pandemia da Covid-19, o crescimento das plataformas de delivery e a alta da taxa básica de juros foram os motivos apontados pelo grupo que controla o Habib’s para entrar com um pedido de recuperação judicial na Justiça de São Paulo. A empresa declarou uma dívida de cerca de R$ 265,2 milhões.

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O pedido envolve o Grupo Gennius, responsável também pelas redes Ragazzo e Tendall Grill, e inclui dezenas de empresas ligadas à operação. Com a medida, o conglomerado busca reorganizar o passivo e manter as atividades enquanto negocia com credores.

Os motivos listados

  • Os efeitos da pandemia de Covid-19 sobre as vendas em lojas físicas
  • Mudanças no comportamento do consumidor com o crescimento de plataformas de delivery
  • Alta da taxa básica de juros, a Selic — que no momento está em 14% —, o que encareceu o custo das dívidas

Em nota, o Habib’s afirmou que segue operando normalmente e reforçou a continuidade das atividades.

“As operações do grupo seguem funcionando normalmente, mantendo o atendimento aos clientes, a rotina e a qualidade de suas unidades. Presente na vida dos brasileiros há quase 40 anos, a companhia segue comprometida com a força de suas marcas, a evolução de seu negócio e a continuidade de uma história construída ao lado de milhões de brasileiros”, afirmou a empresa.

A recuperação judicial é vista como uma forma de preservar o negócio no longo prazo, diante de um cenário financeiro mais pressionado.

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Antes de recorrer à recuperação judicial, a companhia já havia buscado proteção na Justiça para suspender cobranças e tentar negociar o passivo, que supera os R$ 300 milhões em algumas estimativas.

Agora, com o processo formalizado, o grupo terá até 60 dias para apresentar um plano de recuperação. Caso não consiga aprovação dos credores, há risco de conversão em falência.