MJSP diz a Moraes que voltou a cobrar EUA para notificar Paulo Figueiredo
Jornalista vive nos EUA há cerca de 10 anos e ainda não foi formalmente notificado da acusação apresentada pela PGR

O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) informou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que voltou a cobrar das autoridades dos Estados Unidos informações sobre a notificação pessoal de Paulo Figueiredo.
Figueiredo foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por coação no curso do processo. Segundo a acusação, ele atuou para tentar interferir no julgamento da trama golpista, no qual o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi condenado.
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro também foi denunciado no caso e acabou condenado pelo STF.
A notificação pessoal é necessária para que Figueiredo seja formalmente comunicado da acusação e possa apresentar defesa prévia.
Entre no canal de WhatsApp da Coluna Manoela AlcântaraA carta rogatória foi encaminhada às autoridades norte-americanas em outubro de 2025, por determinação de Moraes, para que Figueiredo seja formalmente comunicado da acusação.
No novo ofício, o MJSP informou que voltou a cobrar das autoridades norte-americanas informações sobre o andamento da notificação e que encaminhará ao STF qualquer resposta recebida.
Figueiredo mora nos Estados Unidos há cerca de 10 anos. A carta rogatória, expedida por determinação de Moraes, busca viabilizar sua notificação no território norte-americano.
A acusação apresentada contra Figueiredo e Eduardo foi posteriormente desmembrada.
Coação
Denunciado por coação, o jornalista, segundo a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), atuou, junto com o filho do ex-presidente, para obter sanções dos Estados Unidos contra autoridades brasileiras e o próprio Brasil.
Além desse processo por coação, Figueiredo também é denunciado por integrar o núcleo 5 da trama golpista, que levou o ex-presidente Jair Bolsonaro, nesse mesmo processo, a ser condenado a 27 anos de prisão.




