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Pais do atirador de Aracruz deixaram a cidade por medo de retaliações

Segundo a advogada da família do adolescente de 16 anos, o casal está muito abalado com o ataque armado e teme sofrer ameaças

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Atirador em escola do ES
1 de 1 Atirador em escola do ES - Foto: Reprodução

A advogada que representa o adolescente de 16 anos responsável pelos ataques armados em duas escolas de Aracruz (ES) informou, neste domingo (27/11), que os pais do jovem deixaram a cidade. A decisão da família teria sido motivada pelo medo de retaliações.

Profissional que atua no caso, Priscila Benichio Barreiros negou que os pais do rapaz tenham sofrido alguma ameaça até o momento, e ressalta que a decisão visa preservar a integridade deles. A informação foi divulgada pelo portal UOL.

“Eles tiveram de deixar a cidade no mesmo dia do fato. Tinha um clamor muito grande, palavras de ódio também; por isso, não seria prudente eles ficarem na região. O casal está muito abalado e perplexo com toda essa situação. Eles, a todo o momento, questionam-se onde erraram na criação do filho”, relata Priscila.

Segundo a advogada, a família do adolescente não teve contato com parentes das vítimas e dos sobreviventes. Haveria interesse por parte deles, mas isso só deve acontecer futuramente.

O pai do atirador é tenente da Polícia Militar do Espírito Santo (PMES). Já a mãe do acusado havia sido professora na Escola Estadual Primo Bitti, palco do primeiro ataque e colégio onde ele havia estudado.

A defesa ainda esclareceu que a contratação do escritório de advocacia tem o objetivo de acompanhar todo o processo do filho. “Em nenhum momento foi ao contrário. Eles querem que tudo seja feito de forma transparente, dentro da lei”, disse a advogada.

Por fim, quando questionada se o rapaz já havia participado de curso de tiro, ela afirmou que a informação não procede.

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Investigações policiais

A Polícia Civil vai investigar se o pai do atirador de Aracruz, que matou quatro pessoas em duas escolas no Espírito Santo, ensinou o filho de 16 anos a usar armas de fogo. A informação foi divulgada pelo delegado-chefe da corporação, José Darcy Arruda, em entrevista ao Jornal Nacional.

“Vamos investigar não só se o pai que o ensinou a dirigir, como também se foi o pai que o instruiu a utilizar arma. Se ficar provado que o pai, de certa forma, teve um concurso para esse tipo de comportamento, certamente responderá também”, declarou Arruda.

O autor do ataque em Aracruz foi apreendido na sexta-feira (25/11). Ele usou duas pistolas do pai, que é policial militar, para atirar em funcionários e alunos da Escola Estadual Primo Bitti e do Centro Educacional Praia de Coqueiral.

Ele responderá por ato infracional semelhante aos crimes de 10 tentativas de homicídio qualificado e três homicídios qualificados, por motivo fútil e sem possibilidade de defesa das vítimas.

“Algo terrível”

O pai do atirador classificou os episódios de violência cometidos pelo filho como “algo terrível”. “Meu filho cometeu algo terrível, que nunca poderia ao menos imaginar”, disse o jornal O Estado de S.Paulo. Ele negou que o filho tenha qualquer influência dos ideais nazistas. O rapaz usava uma suástica na roupa, segundo a polícia.

O assassino de Aracruz publicou uma foto da capa de um exemplar do Minha Luta (1925). O livro é mundialmente conhecido por ser a obra na qual Adolf Hitler expôs seus ideais antissemitas. “O livro é péssimo. Li e odiei”, comentou o PM.

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