Pai de Vorcaro usava telefone da Colômbia para não ser rastreado
Henrique Vorcaro, pai do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, foi alvo de um dos sete mandados de prisão da operação nesta quinta
atualizado
Compartilhar notícia

A investigação da Polícia Federal aponta que Henrique Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, trocava de contato telefônico com frequência e passou a usar um número estrangeiro. Henrique foi preso nesta quinta-feira (14/5), na sexta fase da Operação Compliance Zero, que investiga esquema de corrupção, lavagem de dinheiro e crimes contra o Sistema Financeiro Nacional.
De acordo com o documento, as conversas entre Herique e o policial aposentado Marilson Roseno da Silva, referentes ao período pós-primeira fase da operação, foram deletadas do aparelho do policial, “o que dificultou a reconstrução integral do histórico”.
O pai de Vorcaro também apresentou trocas frequentes de número telefônico e, após a deflagração da terceira fase da Compliance Zero, passou a utilizar um número estrangeiro registrado na Colômbia.
“Em juízo sumário, tais circunstâncias se harmonizam com o padrão de ocultação e precaução normalmente associado a estruturas criminosas sofisticadas”, diz a decisão.
6ª fase da Operação Compliance Zero
A Polícia Federal prendeu, nesta quinta-feira (14/5), o empresário Henrique Vorcaro, no âmbito da sexta fase da Operação Compliance Zero, que investiga esquema de corrupção, lavagem de dinheiro e crimes contra o Sistema Financeiro Nacional.
Henrique foi alvo de um dos sete mandados de prisão da operação, que teve aval da Procuradoria-Geral da República (PGR) e foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça.
De acordo com as investigações, ele aparecia desde o início do caso como peça ligada às movimentações financeiras suspeitas do grupo investigado. A PF aponta os crimes de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa, invasão de dispositivos informáticos e violação de sigilo funcional.
Além de Henrique, uma delegada da Polícia Federal foi afastada de suas funções e um agente acabou preso. Eles são suspeitos de repassar informações da corporação para o dono do Banco Master, preso na carceragem da Superintendência da PF, em Brasília.
