Pai de Henry desabafa sobre cassação de Jairinho: “Amém. Era um psicopata”

Por unanimidade, Conselho de Ética e Decoro da Câmara de Vereadores votou pela cassação de Jairinho. Plenário vota na quarta-feira (30/6)

atualizado 28/06/2021 13:54

Henry e Leniel Borel - menino morto no Rio de JaneiroReprodução redes sociais

Rio de Janeiro – “Amém. Descobrimos que o vereador era um psicopata. Espero que seja cassado”, afirmou Leniel Borel, pai de Henry Borel, de 4 anos, ao Metrópoles, sobre o Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Vereadores ter votado, por unanimidade, pela cassação do médico e vereador Jairo Souza Santos, o Dr. Jairinho, (sem partido), nesta segunda-feira (28/6).

“Vivo um filme de terror com a morte do meu filho. Mas sei que ele está no céu e um dia vamos nos encontrar”, desabafou Leniel. Ele é assistente de acusação no processo sobre a morte do garoto, que ocorreu no dia 8 de março. Jairinho, padrasto de Henry, e Monique Medeiros, mãe do menino, estão presos acusados do crime.

Na quarta-feira (30/6), o plenário da Câmara vota pela primeira vez a cassação de um mandato de vereador. Para Jairinho ser cassado são necessários 34 votos dos 51 parlamentares. “Vou buscar por Justiça até o fim, a sociedade precisa disso”, avaliou Leniel.

Jairinho responde ainda pela tortura de três crianças, de ex-mulheres, dais quais duas investigações foram concluídas. Os casos vieram à tona após a morte de Henry. O Metrópoles ainda não conseguiu contato com o advogado de Jairinho, Berilo Matias da Silva Neto, que atua no processo de cassação.

Jairinho e Monique foram denunciados pelo Ministério Público por tortura e homicídio duplamente qualificado com emprego de tortura pela morte do menino Henry Borel. O casal alegou acidente doméstico, mas laudo apontou 23 lesões por agressão.

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