Paes sobre restrições: “Não vamos ficar esperando lotar emergências”

Medidas para conter avanço do vírus seguem valendo, mas bares poderão funcionar até 21h. Comércio na orla está liberado até 17h

atualizado

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Eduardo Paes conversa com Raquel Sheherazade para o Metrópoles
1 de 1 Eduardo Paes conversa com Raquel Sheherazade para o Metrópoles - Foto: Rafaela Felicciano/Metrópoles

Rio de Janeiro – As medidas restritivas estabelecidas em decreto municipal, que incluem toque de recolher e limite de horário para funcionamento de bares e restaurantes, foram prorrogadas pelo prefeito do Rio Eduardo Paes (DEM), que também flexibilizou as regras.

Mesmo alegando que a cidade está no caminho certo, a renovação das regras tem como justificativa o aumento de 20% nas internações de pacientes com Covid-19 nos hospitais da rede SUS (que abrange as unidades federais, estaduais e municipais) que funcionam na capital.

Dentro do pacote de medidas, no entanto, o prefeito afrouxou as regras para o comércio na orla, liberando quiosques e ambulantes para funcionarem até 17h.

“Não vamos ficar esperando lotar as emergências para fazer alguma coisa. Os números, hoje, apontam para uma situação difícil daqui a um tempo. Tivemos ano passado em torno de 3 mil pessoas na cidade do Rio que perderam vida na maca. Não puderam ser atendidas”, lembrou Paes.

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Muitos seguravam cruzes e gritavam: "Cadê o prefeito?", convocando Rogério Cruz a recebê-los
Frequentadores de bares fazem protesto contra o fechamento dos estabelecimentos
Frequentadores de bares fazem protesto contra o fechamento dos estabelecimentos
Bares fecham no Rio como medida de combate ao coronavírus
Bares fecham no Rio como medida de combate ao coronavírus
Cartazes expressavam a indignação dos donos de bares e restaurantes de Goiânia
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Cartazes expressavam a indignação dos donos de bares e restaurantes de Goiânia

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Muitos seguravam cruzes e gritavam: "Cadê o prefeito?", convocando Rogério Cruz a recebê-los
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Muitos seguravam cruzes e gritavam: "Cadê o prefeito?", convocando Rogério Cruz a recebê-los

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Frequentadores de bares fazem protesto contra o fechamento dos estabelecimentos
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Frequentadores de bares fazem protesto contra o fechamento dos estabelecimentos

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Frequentadores de bares fazem protesto contra o fechamento dos estabelecimentos

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“Não vamos ficar esperando lotarem as emergências e as pessoas começarem a morrer”, disse o prefeito, apesar de a cidade ter registrado 10 óbitos nas últimas 24 horas (a capital tem 19.207 mortos, 1.126 em Campo Grande, na zona oeste do Rio).

Outro sinal de alerta que baseou a renovação do decreto da última quinta-feira (4/3) foi a notificação de 18 novos casos de pacientes infectados por novas variantes no Rio, um deles residente da cidade. Ao todo, a Fiocruz comunicou 43 casos e, após investigação da vigilância epidemiológica, foram confirmados 13 casos entre moradores da capital.

Além disso, a taxa de ocupação de UTIs na cidade do Rio chegou a 96% (no estado, oito municípios do interior não têm mais vagas).

“Restringe, mas afrouxa”

Segundo na linha do “restringe, mas afrouxa”, o prefeito, após decretar o fechamento de bares e restaurantes às 17h, agora ampliou o horário de funcionamento desses estabelecimentos para 21h.

A decisão de Paes ocorre dias após a prefeitura brigar e conseguir derrubar liminar da justiça em favor dos estabelecimentos, que autorizada o funcionamento até 20h, obrigando bares e restaurantes a respeitarem o horário de fechamento às 17h.

“Demos uma flexibilizada. Vão poder funcionar até 21h e depois não vai ser permitido o consumo nesses locais. Nós identificamos que as duas áreas mais transmissão são o transporte e bares/restaurantes pela interação das pessoas”, avalia o prefeito. Na última semana, Paes chegou a dizer que, no sistema BRT, passageiros são tratados como gado.

O Metrópoles questionou a prefeitura sobre quais serão as regras para evitar, então, as cenas de aglomeração e desrespeito nos transportes, mas ainda não teve retorno.

Com as novas diretrizes, bares que não cumprirem as medidas poderão ser fechados por duas semanas – em caso de reincidência, o alvará pode ser cassado em definitivo. O prefeito não descarta também a possibilidade de adotar regras mais duras em três dos bairros campeões de aglomerações: Lapa, no Centro; Leblon, na zona sul; e Campo Grande, na zona oeste.

 

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