Padre é afastado após vídeo de sexo com homem e morte de policial

Sargento da PM foi à residência do religioso para tentar prender autores de imagens, mas foi assassinado por eles

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

Reprodução
1519336432269
1 de 1 1519336432269 - Foto: Reprodução

A Igreja Católica afastou o padre Edson Maurício, de 50 anos, responsável pela paróquia de Santo Expedito, em Matão, no interior de São Paulo, depois de um escândalo envolvendo um vídeo, em que o religioso aparece em cenas de sexo com outro homem, e o assassinato de um policial. O caso veio à tona durante as investigações da Polícia Civil sobre a morte do sargento da Polícia Militar Paulo Sérgio de Arruda, de 43 anos, assassinado com dois tiros, na última segunda-feira (19/2). A polícia revelou que o policial foi à residência do padre para tentar prender os autores do vídeo que o extorquiam e acabou sendo morto por eles.

Os três suspeitos do crime estão presos. Um deles seria um homem casado de 32 anos que mantinha relação homoafetiva com o padre havia três anos. O suspeito decidiu pela extorsão depois que sua mulher, desconfiada do caso, pediu o divórcio. O homem gravou o vídeo e pediu R$ 80 mil para não divulgá-lo.

Durante as negociações, o padre pediu ajuda ao policial e foi orientado a marcar um encontro com o ex-amante para a entrega do dinheiro. Mesmo de folga, o sargento Arruda foi a casa com outros dois policiais na tentativa de dar um flagrante, mas o homem estava com dois comparsas armados e houve reação. O vídeo, apreendido pela polícia, acabou sendo divulgado em redes sociais.

A Diocese de São Carlos divulgou nota nesta quinta-feira (22) anunciando a decisão de afastar o pároco.

“Diante das imagens e fatos atribuídos ao padre Edson Maurício, vimos a público esclarecer que medidas canônicas foram adotadas de imediato. Tendo por base o Cânon 1395, parágrafos 1 e 2 do Código de Direito Canônico, o padre foi suspenso de todas e quaisquer atividades, incluindo o ofício de pároco da Paróquia de Santo Expedito, na cidade de Matão.”

Ainda segundo a nota, “a Diocese de São Carlos, na pessoa de seu bispo, dom Paulo Cezar Costa, lamenta e humildemente pede desculpas aos fiéis católicos, aos homens e mulheres de boa vontade, por este ato isolado contra conduta moral e os valores evangélicos; de maneira particular aos fiéis da Paróquia de Santo Expedito, diante desta situação de escândalo causada pela ação do padre”.

“Reafirmamos que a Diocese de São Carlos não compactua com atitudes que possam geram o contratestemunho dos valores de Cristo e da sua Igreja.”

A nota, assinada pelo padre Robson Caramano, assessor de comunicação da Diocese, lamenta a morte do policial e informa que o padre segue à disposição da Justiça para esclarecimento do caso. O padre Maurício não foi localizado. Conforme informações da paróquia, ele saiu da cidade e não retornou desde o dia do crime.

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comNotícias Gerais

Você quer ficar por dentro das notícias mais importantes e receber notificações em tempo real?