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Brasil

Padastro é preso suspeito de estuprar criança kalunga na Chapada (GO)

Suspeito chegou a gravar abuso sexual contra enteada, hoje com 8 anos; à polícia, ele admitiu prática do crime; pai biológico denunciou caso

Cleomar Almeida30/03/2021 11:35, atualizado 30/03/2021 11:51
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Divulgação: Polícia Civil de Goiás
Goiás

Goiânia – Um padrasto de 30 anos foi preso por suspeita de estuprar a enteada, uma criança kalunga hoje com 8 anos de idade, em um comunidade quilombola, em Cavalcante de Goiás, no norte do estado, região da Chapada dos Veadeiros.

Segundo a Polícia Civil de Goiás, que divulgou o caso nessa segunda-feira (29/3), o padrasto admitiu o estupro de vulnerável e que gravava cenas do crime contra a menina, a quem também mostrava vídeos pornográficos para ensinar a prática sexual.

https://youtu.be/u1sV_L-v6yI

As identidades do suspeito e da vítima não foram divulgadas, conforme estabelece o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). O delegado Lucas Sabbag disse ao Metrópoles que as confissões estão registradas em vídeo e áudio de depoimento do suspeito na delegacia, mantidos sob sigilo.

“Durante o interrogatório, o suspeito confessou os crimes de estupro de vulnerável e continuidade delitiva, confirmou o crime de gravar estupro, entre outros crimes, como mostrar vídeos pornográficos para a criança”, enfatizou Sabbag.
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Delegado Lucas Sabagg (à esquerda) e equipe prendem padrasto suspeito de estupro contra criança kalunga
Comunidade quilombola em Goiás
Povoado quilombola, em Goiás
Residência em comunidade de povo kalunga em Goiás
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Residência em comunidade de povo kalunga em Goiás

Elder Miranda Jr/AQK
Delegado Lucas Sabagg (à esquerda) e equipe prendem padrasto suspeito de estupro contra criança kalunga
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Delegado Lucas Sabagg (à esquerda) e equipe prendem padrasto suspeito de estupro contra criança kalunga

Divulgação: Polícia Civil de Goiás
Comunidade quilombola em Goiás
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Comunidade quilombola em Goiás

Valter Campanato/Agência Brasil
Povoado quilombola, em Goiás
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Povoado quilombola, em Goiás

Daniel Ferreira/Metrópoles

Em depoimento à polícia, o padrasto ainda quis culpar a vítima kalunga. “Ele disse que fazia isso porque a criança era curiosa, que queria saber das coisas, como era o órgão”, afirmou o delegado.

De acordo com Sabbag, o pai biológico da vítima teve a iniciativa de levar o caso à polícia. Os crimes teriam sido praticados desde maio de 2020, quando a vítima ainda tinha 7 anos de idade.

“Às escuras”

Após receber as informações do pai biológico, a delegacia levantou provas do crime e juntou elementos suficientes para pedir ao Judiciário a prisão do suspeito. “Porque são crimes às escuras e que, muitas vezes, a única prova é a palavra da vítima contra a palavra do autor”, explicou o delegado de Cavalcante.

“Foram feitas várias diligências, e a autoridade se convenceu pelo pedido de prisão, deferido em menos de duas semanas [pelo Judiciário]”, disse Sabbag.

O delegado prendeu o suspeito com apoio da equipe da delegacia de Campos Belos, a 140 quilômetros de Cavalcante. “A soma de todos os crimes pode chegar a mais de 30 anos de prisão”, acrescentou.

O padrasto foi encaminhado para o presídio de Campos Belos. O Metrópoles não localizou o advogado do suspeito, já que não teve o seu nome divulgado.

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