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Brasil

Oruam pede suspensão temporária de ação que investiga ele e Marcinho VP

Oruam é réu na Justiça do Rio em ação penal que apura esquema de lavagem de dinheiro para o Comando Vermelho (CV)

17/09/2026 18:28
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Caso Oruam: tornozeleira eletrônica foi violada 28 vezes em 43 dias - Metrópoles

A defesa do rapper Mauro Nepomuceno, conhecido como Oruam, protocolou, nesta quinta-feira (17/9), um recurso no Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ) solicitando a suspensão temporária da ação penal contra ele, Márcio Santos Nepomuceno, o Marcinho da VP e outros nove réus.

Oruam, Marcinho VP e outros nove acusados são investigados por suposta lavagem de dinheiro para o Comando Vermelho (CV). Para a defesa do rapper, a prova que concretizou a ação penal é ilícita.

Nos autos, os representantes do rapper apontaram um laudo pericial particular que aponta “graves nulidades e violações na cadeia de custódia das provas digitais” que sustentam a acusação de lavagem de dinheiro para o CV.

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Anteriormente, como publicou o Metrópoles, ao advogado do Oruam, Thiago Lemos, havia protocolado uma petição para pedir a realização prévia de perícia técnica nos dados telemáticos e na cadeia de custódia das provas. A Justiça negou o pedido.

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Diante da suspeita de provas irregulares, a defesa pede que o processo seja suspenso até a conclusão de uma perícia. O objetivo é que a Justiça avalie se a ação penal pode continuar e determine a remoção das provas consideradas inválidas.

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Justiça nega pedido de prisão preventiva de Oruam feito pelo MPSP
O cantor é considerado foragido desde fevereiro deste ano
Oruam foi indiciado pelos crimes de lavagem de dinheiro e envolvimento com o Comando Vermelho (CV), além de tentativa de homicídio contra policiais civis do Rio de Janeiro
Oruam
Apesar da decisão, Oruam segue em liberdade
O rapper Oruam
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O rapper Oruam

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Justiça nega pedido de prisão preventiva de Oruam feito pelo MPSP
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Justiça nega pedido de prisão preventiva de Oruam feito pelo MPSP

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O cantor é considerado foragido desde fevereiro deste ano
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O cantor é considerado foragido desde fevereiro deste ano

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Oruam foi indiciado pelos crimes de lavagem de dinheiro e envolvimento com o Comando Vermelho (CV), além de tentativa de homicídio contra policiais civis do Rio de Janeiro
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Oruam foi indiciado pelos crimes de lavagem de dinheiro e envolvimento com o Comando Vermelho (CV), além de tentativa de homicídio contra policiais civis do Rio de Janeiro

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Apesar da decisão, Oruam segue em liberdade
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Apesar da decisão, Oruam segue em liberdade

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O rapper também é alvo de uma ação penal do Ministério Público de São Paulo (MPSP) por disparo de arma de fogo
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O rapper também é alvo de uma ação penal do Ministério Público de São Paulo (MPSP) por disparo de arma de fogo

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Denúncia

Em 30 de janeiro de 2026, o MPRJ ofereceu denúncia contra Oruam, Marcinho VP e outras nove pessoas por organização criminosa e lavagem de dinheiro. Dois meses depois, a Justiça do Rio recebeu a denúncia e tornou réus todos os onze denunciados.

A denúncia foi apresentada pela 3ª Promotoria de Investigação Penal Especializada e aponta a existência de um esquema estruturado para “branqueamento” de recursos do tráfico de drogas em comunidades cariocas.

Segundo o MP, mesmo encarcerado há mais de 20 anos, Marcinho VP mantém influência direta sobre o Comando Vermelho, coordenando decisões estratégicas e a movimentação financeira da facção.

A investigação sustenta que o grupo operava de forma organizada, com divisão de tarefas e atuação contínua.

De acordo com a denúncia, a gestão financeira do esquema ficaria a cargo de Márcia Nepomuceno, responsável por receber valores em espécie de traficantes e ocultar o patrimônio por meio de empresas, imóveis e fazendas.

Entre os nomes citados como fornecedores de recursos estão Edgar Alves de Andrade, o Doca, Wilton Carlos Rabello Quintanilha, o Abelha, e Luciano Martiniano, o Pezão.

A denúncia divide o grupo em quatro núcleos:

  • Liderança encarcerada: Marcinho VP, responsável pelas decisões estratégicas;
  • Núcleo familiar: Márcia, Oruam e Lucas Nepomuceno, que fariam a gestão dos recursos;
  • Suporte operacional: integrantes usados como “testas de ferro” para ocultação de bens;
  • Liderança operacional: traficantes responsáveis pela atuação nas comunidades e repasse de valores;