Orlando Silva diz que foi agredido em restaurante de São Paulo

Deputado diz que agressão é "sinal de que o ambiente político no Brasil está contaminado pelo discurso de ódio" e espera por Justiça

atualizado 03/05/2022 22:55

Billy Boss/Câmara dos Deputados

São Paulo – O deputado federal Orlando Silva (PCdoB-SP) disse que foi vítima de agressões verbais quando jantava em um restaurante na Liberdade, região central de São Paulo, na noite da última segunda-feira (2/5). Ele fez publicações nas redes sociais contando o ocorrido.

O deputado disse ao Metrópoles  que considera o episódio “uma manifestação de intolerância política” e que irá registrar o ocorrido nesta quarta-feira (4/5).

Orlando fazia um jantar com mais três pessoas para tratar de assuntos políticos – uma das presentes era Bruna Brelaz, presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE) – e no restaurante só havia duas mesas ocupadas: a deles e outra na qual um homem jantava sozinho.

De repente, relatou, o homem da mesa ao lado se levantou para ofendê-lo por causa de seu posicionamento político. “O que faz aqui?” “Aqui não é seu lugar!”, disse o homem em tom agressivo, segundo o parlamentar.

“E rapidamente passa a fazer agressões verbais contra mim, contra minha atuação política, contra o que represento e a falar que Bolsonaro iria nos destruir”, relembrou Orlando. Ele afirmou que os funcionários do restaurante tentaram impedir o homem, mas não conseguiram.

 

Os colegas que estavam com ele chegaram a debater com o homem, que só ficava mais exaltado. Em determinado momento, ele chegou a tentar partir para cima de uma das mulheres presentes, e só parou quando os funcionários do local conseguiram retirá-lo do restaurante.

O deputado disse que agora trabalha para identificar o agressor. “Nós publicamos uma imagem dele para que as pessoas na internet ajudem a identificá-lo. Se ele tivesse pago com o cartão de crédito, por exemplo, seria mais fácil, só que ele pagou no dinheiro. Mas vamos identificá-lo”, falou Orlando Silva, ao Metrópoles.

Ele diz o fato foi uma “manifestação de intolerância política” e “um sinal de que o ambiente político no Brasil está contaminado pelo discurso de ódio”.

“Espero que sirva de alerta porque nós viveremos uma eleição num ambiente muito polarizado. Tudo tem limites, o comportamento das pessoas também tem que ter limites, a disputa política não pode se transformar numa briga de bar. Eu espero identificar esse sujeito, processá-lo e espero que a Justiça seja rápida para que sirva de lição de que nós não podemos tolerar a intolerância política”, destacou o parlamentar.

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