Origem de diamante de R$ 3 mi apreendido em SP segue desconhecida

Pedra preciosa foi encontrada durante operação policial em Santa Cruz da Conceição e mudou o rumo das investigações

atualizado 04/09/2021 13:50

diamante bruto apreendidoPCSP

A origem do diamante avaliado em R$ 3 milhões apreendido pela Polícia Civil de Santa Cruz da Conceição (SP) ainda é desconhecida. O laudo pericial da pedra preciosa, apreendida durante uma operação, em 25 de maio, foi divulgado na última segunda-feira (30/8).

O diamante estava entre drogas, cheques e dinheiro recolhidos durante a Operação Divisa, que investiga crimes de furto, estelionato e comercialização de armas de fogo.

Os policiais civis cumpriram mandados de busca e apreensão em oito locais de Santa Cruz da Conceição, Pirassununga e Leme. Ninguém foi preso.

Mudança nas investigações

A apreensão de um diamante é algo inédito em Santa Cruz da Conceição, de apenas 5 mil habitantes. Segundo o delegado Leonardo da Costa Ferreira, nem os policiais sabiam identificar qual o tipo e o valor estimado da pedra.

“Eu desconfiei que a pedra tinha valor, mas não imaginava o quanto, e determinei a apreensão naquele momento”, contou o delegado.

O diamante foi levado para o Instituto de Criminalística, em Limeira. Logo após, seguiu para São Paulo e, após três meses, a polícia recebeu o laudo que comprovou as características do diamante.

Em função do alto valor, a pedra preciosa está sob a custódia policial, em um banco fora da região.

A descoberta mudou o rumo das apurações. “A investigação, que era de crimes patrimoniais de pequena monta, agora, abre leque, como organização criminosa, lavagem capital e até crime internacional, já que não se sabe a origem dessa pedra”, explicou o delegado do caso.

O próximo passo do novo inquérito instaurado é ouvir a pessoa que tinha a posse do diamante.

Mais lidas
Últimas notícias