Orçamento: governo prevê salário mínimo de R$ 1.741 e PIB de 2,46% em 2027
Novo salário mínimo será 7,4% maior que o valor atual, que é de R$ 1.621. Governo espera que a inflação de 2026 fique em 3,6% ao ano

O salário mínimo para 2027 será de R$ 1.741, segundo Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027, que será encaminhado ao Congresso Nacional nesta segunda-feira (31/8).
O número já havia sido antecipado pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, na semana passada. Atualmente, o salário é de R$ 1.621. Com isso, o aumento previsto é de R$ 120 – alta de 7,4% em relação ao valor atual.
Além disso, o governo também prevê a aceleração do Produto Interno Bruto (PIB) em 2,46% no próximo ano. O número veio abaixo do que havia sido estipulado no Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), apresentado em abril, que era de 2,56%.
O que é a LOA?
- A Lei Orçamentária Anual é um documento que estabelece o orçamento para o ano seguinte, no caso, 2027;
- A LOA determina o nível de equilíbrio geral entre receitas e despesas, ou seja, a meta fiscal para o ano seguinte que deverá ser seguida pelo Executivo;
- Através da LOA ficam definidos os limites de despesa, e receita e como os recursos serão alocados.
Outros destaques
- Selic: estimativa do governo para 2026 é de selic em 12,53% ao final do ano.
- Inflação: em 2026, o governo espera que a inflação fique em 3,6% ao ano, ou seja, dentro do intervalo de tolerância da meta.

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O Orçamento total previsto para 2027 é de R$ 7,4 trilhões, sendo R$ 3,8 trilhões de despesas financeiras e R$ 3,4 trilhões de despesas primárias. Já a projeção de receita primária total é de R$ 3,4 trilhões, ou seja, 23,4% do PIB.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesPara as despesas primárias só do governo federal, tirando estatais e afins, a projeção é de R$ 2,8 trilhões, ou 19,14% do PIB. Com o objetivo de manter o Regime Fiscal Sustentável, o Orçamento limita o crescimento real das despesas em 2,5%.
- Despesas financeiras: gastos essenciais, como custeio de pessoal, investimentos em saúde e educação, por exemplo.
- Despesas primárias: gastos com o pagamento de juros e amortização de dívidas.
- Receitas primárias: recurso arrecadado pelo governo com pagamento de taxas e impostos.
Previsão de gastos para 2027
- Discricionárias do Poder Executivo: R$ 266,8 bilhões
- Despesas obrigatórias: R$ 2,5 trilhões.
- Benefícios da Previdência: R$ 1,9 trilhão.
- Bolsa Família: R$ 157,1 bilhões.
- Despesas com saúde: 272,2 bilhões.
- Despesas com educação: R$ 141,2 bilhões.
- Investimentos: R$ 133,8 bilhões.



