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Preso na Operação Skala, o empresário Antonio Celso Grecco renunciou à presidência do Grupo Rodrimar nesta terça-feira (3/4). O diretor Ricardo Conrado Mesquita também entregou o cargo. As informações são do Jornal da Globo. A empresa está sob investigação por supostamente ter sido beneficiada pelo presidente Michel Temer (MDB) na edição do Decreto dos Portos.

Segundo a reportagem, a renúncia de Grecco foi informada em um comunicado a acionistas da Rodrimar, a funcionários e clientes. No texto, o empresário ressaltou que sua atuação à frente da companhia foi pautada “pela ética, pelo trabalho e se deu em conformidade com as melhores práticas empresariais”. No lugar do executivo, assumirá Flavio Rodrigues.

Grecco é suspeito de ter pago propina para ser beneficiado pelo presidente Michel Temer por meio do Decreto dos Portos. Além dele, dois amigos pessoais do emedebista foram detidos: o advogado José Yunes e o coronel da reserva João Baptista Lima Filho. Ambos foram beneficiados com habeas corpus. O dono da Rodrimar teve o pedido de liberdade negado. Também acabou preso o ex-ministro Wagner Rossi; um assessor dele, Milton Ortolan; e uma empresária do grupo Libra, do Rio de Janeiro.

Em nota, a Rodrimar admite que atuou politicamente na construção do texto do decreto, mas nega ter pago propina ou ter sido beneficiada pela medida. “Dirigentes da Rodrimar atuaram, sim, como representantes e parceiros das entidades setoriais no sentido de construir o texto do decreto. Todas as empresas que atuam nos portos brasileiros participaram desses esforços. Isso não é segredo algum. Nunca foi”, diz o texto.