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O coronel João Baptista Lima, um dos amigos do presidente Michel Temer (MDB) presos na Operação Skala, da Polícia Federal, na última sexta-feira (29/3), foi pressionado a falar o que sabia pelos outros encarcerados. O temor era de que, se não falasse, as prisões seriam mantidas. O militar reformado acabou considerado pelos colegas como “arrogante”, pois trocou poucas palavras enquanto esteve detido. As informações são da coluna de Andreza Matais, do Estadão.

Ainda de acordo com a jornalista, os presos da Skala estavam em celas separadas na superintendência da PF. Eles se encontravam nos corredores, nos momentos em que as grades ficavam abertas para o banho de sol. O advogado de Lima nega que ele tenha sido pressionado. O defensor passou a segunda-feira (2) tentando justificar o fato de seu cliente ter chegado de cadeira de rodas e saído caminhando, quando recebeu o habeas corpus.

Operação Skala
Na última sexta-feira (29/3), a Polícia Federal prendeu o dono da Rodrimar, Antonio Celso Grecco, sob suspeita de ter pagado propina para ser beneficiado pelo presidente Michel Temer por meio do Decreto dos Portos.

Além de Grecco, dois amigos pessoais do emedebista foram detidos: José Yunes e o coronel Lima. Ambos foram beneficiados com habeas corpus. O dono da Rodrimar teve o pedido de liberdade negado.

Em nota, a empresa admite que atuou politicamente na construção do texto do decreto, mas nega ter pago propina ou ter sido beneficiada pela medida. “Dirigentes da Rodrimar atuaram, sim, como representantes e parceiros das entidades setoriais no sentido de construir o texto do decreto. Todas as empresas que atuam nos portos brasileiros participaram desses esforços. Isso não é segredo algum. Nunca foi”, diz o texto.

 

 

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