PF apreende celulares de aplicadoras de provas do Enem

Operação da Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão neste sábado (09/11/2019) em Fortaleza (CE)

Rafaela Felicciano/MetrópolesRafaela Felicciano/Metrópoles

atualizado 09/11/2019 14:28

A Polícia Federal deflagrou, neste sábado (09/11/2019), a Operação Thoth, que visa recolher elementos que esclareçam os atos irregulares cometidos durante a aplicação de provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), no último domingo (03/11/2019).

Foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão, expedidos pela 12ª Vara Federal de Fortaleza (CE), nas casas de aplicadoras dos exames, suspeitas de terem vazado imagens da prova. Elas foram identificadas mediante levantamento realizado em cooperação com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

Durante as buscas, foram apreendidos os celulares das aplicadoras que serão submetidos à perícia. As investigações seguem para apurar todas as circunstâncias dos fatos.

As duas suspeitas poderão ser indiciadas pelo crime de fraude em certames de interesse público. As penas podem ultrapassar cinco anos de cadeia. A PF informa que segue investigando, com apoio do Inep, outros casos no Rio de Janeiro e na Bahia.

O nome da operação remete ao deus egípcio da escrita e da sabedoria. Os egípcios acreditavam que ele criara os hieróglifos (caracteres utilizados para a escrita no Egito antigo). Thoth era também conhecedor de matemática, astronomia, magia e representava todos os conhecimentos científicos, o que traduz o universo em que estão envolvidos os candidatos do Enem.

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