O que se sabe sobre caso de mulher que fingia ser criança de 12 anos

Mulher de 37 anos vivia há mais de um ano com uma família em SC usando identidade falsa. Ela foi presa nessa terça-feira (3/6)

atualizado

metropoles.com

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Mulher de 37 anos é presa após fingir ter 12 e ser "adotada" por família
1 de 1 Mulher de 37 anos é presa após fingir ter 12 e ser "adotada" por família - Foto: PCSC/ reprodução

Uma mulher de 37 anos foi presa em flagrante em Joinville, Santa Catarina, após ser descoberta vivendo sob uma identidade falsa e se apresentando como uma adolescente de 12 anos. Identificada como Amanda Maria Souza de Oliveira, ela responderá pelos crimes de estelionato e falsa identidade.

Segundo a Polícia Civil de Santa Catarina, Amanda utilizava o nome fictício de “Gabriele” e havia sido acolhida informalmente por uma família da cidade. Ela morava com os integrantes da família havia cerca de 14 meses quando o caso veio à tona.

Veja a seguir o que se sabe sobre o caso.

Modus operandi

De acordo com as investigações, a mulher criou uma história para justificar sua aparência física incompatível com a idade que dizia ter. Aos responsáveis que a acolheram, ela alegava possuir transtorno do espectro autista e outras condições de saúde.

Ainda conforme a polícia, Amanda adotava comportamentos considerados infantis para reforçar a versão apresentada. Entre eles, o uso frequente de mamadeiras, chupetas e até um objeto conhecido como “cheirinho” para dormir.

Um dos detalhes que chamou atenção durante a investigação é que ela entrava em “pânico” quando os pais adotivos falavam em matriculá-la em uma escola da região, para que a “menina” pudesse estudar regularmente. Em todas as tentativas, ela negou a oferta. As informações são do NSC Total, parceiro do Metrópoles.

O delegado responsável pela investigação, Rodrigo Bueno Gusso, detalhou que, ao longo do período em que “Gabriele”, nome falso usado pela falsa adolescente, esteve na casa da família, ela negava ser adotada oficialmente e, para ocultar o real motivo, dizia que não queria que o “pai biológico” tomasse conhecimento da situação.

Ainda conforme o delegado, a família adotiva arcou com um tratamento para obesidade para a suspeita, com o medicamento injetável tirzepatida, conhecido popularmente como Mounjaro. Ela também ganhou uma festa de aníversário quando “completou” 12 anos.

Prisão e confissão

A suspeita foi presa nessa terça-feira (2/6) e, durante interrogatório, confessou os crimes, segundo a Polícia Civil.

Após a prisão, ela foi encaminhada ao Presídio Regional de Joinville, onde permanecerá à disposição da Justiça.

Amanda completa 38 anos no próximo dia 10 de junho.

Histórico de golpes em outros estados

O caso não seria isolado. Amanda possui antecedentes por supostos golpes semelhantes em diferentes regiões do país. As informações foram adiantadas pelo Metrópoles, na coluna de Manoela Alcântara.
Há registros de ocorrências atribuídas a ela nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Goiás e Ceará.

Um dos episódios investigados ocorreu em 2023, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Na ocasião, segundo denúncia apresentada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), Amanda teria se passado por uma menina chamada “Maria Eduarda”.

Conforme o Ministério Público, a mulher contou a duas pessoas que teria sido vítima de exploração sexual e mantida em cárcere privado.

Sensibilizadas com o relato, as mulheres teriam alugado uma residência para ela e arcado com despesas como roupas, alimentação e itens de uso pessoal. O prejuízo estimado foi de aproximadamente R$ 2 mil. Na delegacia, Amanda assinou depoimento com identidade falsa e relatou crimes que, segundo a investigação, nunca ocorreram.

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