O que levou a PF a proibir as gravações de Aeroporto: Área Restrita

Polícia Federal interrompeu as filmagens do programa da Dicovery e HBO Max em diferentes aeroportos do país

atualizado

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A Polícia Federal (PF) decidiu suspender as gravações da oitava temporada da série Aeroporto: Área Restrita em diferentes terminais aéreos do país. A atração é exibida pela Discovery e HBO Max e a medida gerou polêmica e está sendo questionada pela produtora Moonshot, responsável pelo programa.

Segundo a empresa, a corporação já havia autorizado as filmagens em Viracopos (Campinas, SP), no Galeão (Rio de Janeiro, RJ) e Pinto Martins (Fortaleza, CE). Mas, em janeiro, voltou atrás e negou o credenciamento da equipe para ingressar em áreas restritas do Aeroporto de Guarulhos, além de caçar credenciais nos demais aeroportos.

A PF alega que a medida “decorre do estrito cumprimento de normas constitucionais, legais e regulamentares que regem a segurança da aviação civil no Brasil”.

“As Áreas Restritas de Segurança são classificadas como zonas prioritárias de risco, sujeitas a rigorosos controles de acesso, limitados exclusivamente a pessoas com necessidade operacional ou funcional, não se enquadrando atividades de entretenimento ou produção audiovisual nesse critério”, informou a corporação, em nota.

Ainda de acordo com a PF, as normas da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) vedam o registro de imagens que envolvem procedimentos, fluxos e infraestrutura sensíveis à segurança da aviação. A PF acrescenta, ainda, que não participa do programa “há anos” e vem indeferindo solicitações desse tipo.

“Essas decisões refletem o entendimento consolidado de que a presença permanente de equipes de filmagem em áreas operacionais restritas é incompatível com os princípios da preservação da intimidade, da imagem e da presunção de inocência dos cidadãos abordados, bem como com a necessidade de resguardar técnicas, rotinas e meios empregados na repressão a ilícitos penais, especialmente em ambiente aeroportuário”, reforça a PF.

O que diz a produtora

A Moonshot rebateu a justificativa da PF sobre o risco à segurança e afirmou que o cancelamento das credenciais contradiz o histórico do próprio órgão. A empresa também alega que o programa “é um instrumento eficaz de educação, alinhado ao dever estatal de informação e transparência”.

A produção da série conta com o apoio da Anvisa, Vigiagro, Ibama, Receita Federal, Polícia Militar do Estado de São Paulo e da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, Fraport e RIOgaleão.

“Ao longo de sete temporadas consecutivas, produzidas desde 2016, a Polícia Federal analisou e aprovou as credenciais de todos os profissionais envolvidos na produção do programa Aeroporto: Área Restrita, permitindo a realização integral das filmagens sem que tenha sido registrado qualquer incidente ou comprometimento da segurança aeroportuária”, diz a nota da produtora.

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