O que é FTS, sistema usado pela FAB para derrubar foguete sul-coreano
Sistema de segurança foi acionado após foguete sul-coreano sair da rota prevista durante teste em Alcântara (MA), nessa quarta-feira (19/8)

Para interromper o voo do foguete sul-coreano SEBIT, que saiu da trajetória prevista durante um teste em Alcântara (MA), a Força Aérea Brasileira (FAB) acionou o Sistema de Terminação de Voo (FTS, na sigla em inglês), mecanismo de segurança usado para encerrar a missão. O acionamento ocorreu cerca de 35 segundos após a decolagem, nessa quarta-feira (19/8).
O sistema é utilizado quando um foguete apresenta problemas durante o lançamento e passa a seguir uma trajetória diferente da planejada. A medida tem como objetivo impedir que o veículo continue o voo em direção a uma área fora da zona de segurança estabelecida para a operação.
Na prática, o FTS funciona como uma espécie de sistema de emergência. Ele permite que o voo seja interrompido de forma controlada quando há risco de o foguete sair dos limites considerados seguros.
Foi o que aconteceu com o SEBIT. O foguete decolou às 16h30 (horário de Brasília), do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no litoral do Maranhão. Segundo a empresa sul-coreana InnoSpace, responsável pelo veículo, o lançamento ocorreu normalmente, mas um desvio da rota foi identificado durante o voo.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesDiante da alteração, a FAB acionou o sistema e encerrou a missão. O foguete caiu dentro de uma área marítima previamente definida como zona de segurança. Não houve feridos nem danos às instalações do centro de lançamento.

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O SEBIT é um foguete suborbital desenvolvido pela InnoSpace para testar tecnologias que serão usadas em futuros lançamentos. O objetivo do voo era coletar informações sobre o funcionamento do veículo durante o lançamento e o retorno.
Embora o teste tenha sido interrompido, a empresa informou que conseguiu coletar dados importantes sobre o foguete e a estrutura utilizada na operação. As informações serão analisadas para identificar a causa do desvio.
O lançamento foi realizado em parceria com a Alada, empresa estatal brasileira criada para ampliar o uso comercial da infraestrutura aeroespacial do país.
A InnoSpace afirmou que mantém os preparativos para uma nova tentativa de lançamento do HANBIT-Nano, prevista para novembro, também a partir de Alcântara.






