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Brasil

“O corpo da minha mãe sumiu”, diz filho de mulher sepultada por outra família

Família de Deise Maria da Silva busca solução para o problema. Polícia Civil do RJ diz que erro é do hospital e que o caso não é crime

23/06/2021 04:45
Aline Massuca/Metrópoles
Cleiton da Silva

Rio de Janeiro – A morte de Deise Maria da Silva, de 60 anos, no Hospital Municipal São Francisco Xavier, em Itaguaí, na Região Metropolitana do Rio, deu início a um novo capítulo de angústia, constrangimentos e tristeza para seus filhos, parentes e amigos. A idosa morreu na manhã de segunda-feira (21/6), mas foi reconhecida e teve o corpo liberado pela unidade de Saúde para ser enterrada pela família errada.

“Estive no hospital na segunda. Ela morreu às 7h32, e não havia vaga para o sepultamento no mesmo dia, no cemitério de Santa Cruz (bairro da zona oeste da capital). Por isso retornei no dia seguinte para fazer a liberação, mas o corpo da minha mãe já não estava mais lá “, explica Cleiton da Silva Gonçalves, filho de Deise.

Deise estava internada trabalhando uma infecção causada por bactérias e acabou morrendo após uma parada cardiorrespiratória. No hospital, funcionários contaram a Cleiton que a mãe dele tinha sido reconhecida por outra família e teve o corpo liberado para ser enterrado no Cemitério de Itacuruçá, na Costa Verde. Sem corpo, Cleiton seguiu para o cemitério e informou aos parentes que não haveria enterro.

“Antes do enterro, o corpo da minha mãe sumiu. Como explico isso para o resto da família? Para a minha avó de 84 anos? Tô indignado, com o coração apertado. Só quero ter o direito de enterrar minha mãe”, lamenta.
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"Tô indignado, com o coração apertado", desabafa Cleiton
Dona Deise estava internada trabalhando uma infecção causada por bactérias
Ninguém deu explicações para Cleiton sobre o paradeiro do corpo de sua mãe
Cleiton tem a guia de sepultamento, mas não tem o corpo
Cleiton da Silva, 41 anos, reclama o desaparecimento do corpo de sua mãe Deise Maria da Silva
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Cleiton da Silva, 41 anos, reclama o desaparecimento do corpo de sua mãe Deise Maria da Silva

Aline Massuca/Metrópoles
"Tô indignado, com o coração apertado", desabafa Cleiton
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"Tô indignado, com o coração apertado", desabafa Cleiton

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Dona Deise estava internada trabalhando uma infecção causada por bactérias
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Dona Deise estava internada trabalhando uma infecção causada por bactérias

Arquivo pessoal
Ninguém deu explicações para Cleiton sobre o paradeiro do corpo de sua mãe
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Ninguém deu explicações para Cleiton sobre o paradeiro do corpo de sua mãe

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Cleiton tem a guia de sepultamento, mas não tem o corpo
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Cleiton tem a guia de sepultamento, mas não tem o corpo

Aline Massuca/Metrópoles

Segundo ele, o corpo da idosa foi sepultado pela funerária Nova Itaguaí, que, assim como o hospital, não apresentou uma justificativa para o erro na liberação do corpo. “Por isso, fui à delegacia da Polícia Civil, mas também não consegui registrar a ocorrência, pois o delegado entendeu que não é crime”, conta Cleiton, acrescentando que não sabe como solucionar o caso.

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A Polícia Civil do Rio de Janeiro, por telefone, informou que a Delegacia de Itaguaí acolheu Cleiton e, em apuração preliminar, verificou que “o erro do hospital não configura crime e que a solução do caso deve ser dada pela unidade e pela Secretaria Municipal de Saúde da cidade”.

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Ainda segundo a corporação, caso a família apresente novidades do caso, um registro de ocorrência poderá ser feito, resultando num inquérito.

A Prefeitura de Itaguaí não respondeu os questionamentos do Metrópoles. A reportagem também tentou contato com a funerária Nova Itaguaí, mas não localizou os responsáveis.

“É um constrangimento. A polícia não registra, o hospital liberou porque alguém reconheceu o corpo errado e agora estou aqui, sem poder enterrar e me despedir da minha mãe”, desabafa, indignado.