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Eleições 2026Brasil

Nunes Marques determina restabelecimento imediato do canal Exército do Lula

Presidente do TSE mandou o WhatsApp restabelecer integralmente o canal, com autorização para novas publicações e entrada de seguidores

14/10/2026 21:40, atualizado 14/10/2026 21:59
KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo
Nunes Marques determina restabelecimento imediato do canal Exército do Lula

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Nunes Marques, determinou, nesta quarta-feira (14/10), o restabelecimento imediato do canal “Exército do Lula”, no WhatsApp. A decisão autoriza a retomada integral do funcionamento da página, incluindo a publicação de novas mensagens e a entrada de seguidores.

Na decisão, o magistrado reconsiderou parcialmente um despacho anterior para afastar, excepcionalmente, a exigência de aguardar 48 horas antes da reativação do canal.

Nunes Marques determinou que a Facebook Serviços Online do Brasil, representante do WhatsApp no país, cumpra a ordem imediatamente. O ministro também autorizou que, até nova deliberação judicial, a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) supervisione o funcionamento do canal.

O despacho estabelece que a retomada não se limita ao acesso ao conteúdo já publicado: a plataforma deverá restabelecer também as funcionalidades de publicação e adesão de novos participantes.

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A determinação foi direcionada à empresa responsável pelo serviço no Brasil e prevê o cumprimento imediato da medida, sem a espera pelo prazo de 48 horas mencionado na decisão anterior.

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Mais cedo, o idealizador do canal, deputado federal André Janones (Rede-MG), teve uma reunião com o ministro para discutir a liberação do canal. O parlamentar havia apresentado um pedido de reconsideração contra a decisão que mantinha a comunidade fora do ar e buscava antecipar a retomada das atividades.

O canal é utilizado para mobilizar apoiadores do presidente na campanha à reeleição. A liberação ocorre após uma sequência de decisões judiciais divergentes sobre o funcionamento da comunidade, que se tornou alvo de uma disputa no âmbito da Justiça Eleitoral.

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Entenda a disputa pelo canal

No domingo (11/10), Nunes Marques determinou a suspensão do “Exército do Lula” após um pedido da campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL), adversário de Lula no segundo turno. Horas depois, o corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, autorizou provisoriamente a retomada do canal.

Na terça-feira (13/10), Nunes Marques voltou a suspender o funcionamento da comunidade, sob o argumento de que o endereço eletrônico ainda não havia sido registrado oficialmente no TSE. O ministro autorizou a retomada após o registro, mas estabeleceu um intervalo de 48 horas para novas publicações e a entrada de seguidores.

A campanha petista cumpriu a exigência de registro e contestou a manutenção do prazo. Janones pediu a reconsideração da decisão e buscou uma reunião com o presidente do TSE para tentar acelerar a liberação.

O impasse também provocou divergências entre Nunes Marques e Cueva. Na noite de terça-feira, o corregedor pediu que o caso fosse encaminhado com urgência ao plenário do tribunal, para julgamento presencial ou virtual.

Cueva argumentou que a controvérsia ultrapassava o funcionamento de um canal de comunicação eleitoral e envolvia a divisão de atribuições entre a Presidência e a Corregedoria-Geral Eleitoral.