Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Brasil

Núcleo de Silvinei planejou minuta do golpe e mortes de Lula e Moraes

Ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Silvinei foi condenado pelo STF a 24 anos e 6 meses de prisão por trama golpista

26/12/2025 12:24, atualizado 26/12/2025 14:48
Reprodução/TV Globo
Foto colorida de ex-diretor da PRF Silvinei Vasques, preso no Paraqguai

O ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF) Silvinei Vasques, preso no Paraguai nesta sexta-feira (26/12) ao tentar fugir do Brasil, integrou o núcleo 2 da denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) na trama golpista.

Ele e mais 4 aliados teriam sido responsáveis pela elaboração da “minuta do golpe”, pelo monitoramento e pelo plano de assassinato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), do vice, Geraldo Alckmin (PSB), e do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), além de articulação dentro da PRF para dificultar o voto de eleitores da Região Nordeste nas eleições de 2022.

Silvinei é acusado de ter rompido a tornozeleira eletrônica e fugido ao Paraguai, onde foi preso no aeroporto Aeroporto Internacional Silvio Pettirossi, em Assunção.

Ele foi preso por autoridades paraguaias, enquanto tentava embarcar com passaporte falso para o Panamá, com destino final em El Salvador, segundo fontes da diplomacia brasileira. O ex-chefe da PRF teria rompido a tornozeleira eletrônica e fugido ao Paraguai, onde foi preso no aeroporto Aeroporto Internacional Silvio Pettirossi, em Assunção.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles

Receba no seu email as notícias de Boletim Metrópoles

Frequência de envio: Diário

Ver todas as newsletters

Participação na trama golpista

Silvinei Vasques foi condenado pela Primeira Turma do STF, por unanimidade, à pena de 24 anos e 6 meses de prisão – sendo 22 anos de reclusão e 2 anos e seis meses em detenção, além de 120 dias-multa.

Segundo o Supremo, ele atuou no plano golpista para monitorar autoridades e tentar impedir eleitores de votar nas eleições de 2022, realizando operações da PRF no domingo de eleição, principalmente no Nordeste, com o intuito de beneficiar o então candidato Jair Bolsonaro.

Veja os condenados do núcleo 2:

  • Silvinei Vasques, ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF): 24 anos e 6 meses de prisão;
  • Mário Fernandes, general da reserva do Exército: 26 anos e 6 meses de prisão;
  • Marcelo Câmara, coronel do Exército e ex-assessor de Bolsonaro: 21 anos de prisão;
  • Filipe Martins, ex-assessor de Assuntos Internacionais do ex-presidente Jair Bolsonaro: 21 anos de prisão; e
  • Marília de Alencar, ex-diretora de Inteligência do Ministério da Justiça: 8 anos e 6 meses de prisão.

O delegado de carreira da Polícia Federal (PF) e ex-diretor de Operações do Ministério da Justiça Fernando de Sousa Oliveira foi absolvido por falta de provas.