Nova Iguaçu: braço direito de Juninho Varão, líder de milícia, é preso
No momento da abordagem, o comparsa de Juninho Varão portava uma arma de fogo ilegal e estava com um veículo clonado
atualizado
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A Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCERJ) prendeu, nessa segunda-feira (23/2), Leandro Pereira Ribeiro, bandido que seria o braço direito de Juninho Varão, como é conhecido Gilson Ingrácio de Souza Junior, líder de milícia em Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro. O comparsa de Juninho foi alvo de prisão preventiva, acusado de assassinar dois irmãos em junho de 2024, em Seropédica (RJ).
De acordo com a polícia, os agentes prenderam o parceiro do líder miliciano dentro do seu apartamento. Com trabalhos de inteligência, a corporação monitorou e formou um cerco no local e armou uma emboscada para o criminoso.
No momento da abordagem, o suspeito portava uma arma de fogo ilegal e estava com um veículo clonado, o que também contruibuiu para a prisão em flagrante.
Ainda segundo a corporação, à época do assassinato dos dois irmãos, Leandro invadiu uma casa junto com dois suspeitos e atirou contra as vítimas. As investigações apontam que o comparsa de Juninho os matou por acreditar que eles tinham envolvimento com uma organização criminosa rival, chefiada por Luiz Antônia da Silva Braga, o “Zinho”.
Além deste crime, o suspeito é ligado a um ataque contra milicianos rivais que deixou uma criança de 12 anos morta, em 2023, durante uma troca de tiros na comunidade.
Varão segue foragido
Conhecido como “Juninho Varão”, Gilson Ingrácio de Souza Junior é considerado o “01” de um grupo miliciano instalado na região de Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro. Ele está foragido da Justiça.
Segundo a polícia, a organização miliciana de Juninho amedronta moradores e comerciantes por meio de extorsões. Nas comunidades, o homem desempenha funções como cobrador e executor das ordens da organização. Seu braço direito na liderança dos crimes é Warley Paul Mansur de Souza, preso em março deste ano.
Em julho ano pasado, o grupo criminoso foi alvo de operação da PCERJ. Uma base utilizada pelos milicianos em Cabuçu foi descoberta pelos investigadores e lá foram encontrados guardava materiais bélicos e veículos supostamente roubados.
