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Brasil

No Planalto, Zé Gotinha se esquiva de apertar mão de Bolsonaro

De máscara, mascote das campanhas nacionais de vacinação esteve na cerimônia de lançamento do Plano Nacional de Imunização contra a Covid-19

Repórter de Brasil16/12/2020 16:30, atualizado 16/12/2020 16:47
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Rafaela Felicciano/Metrópoles
Governo lança Plano Nacional de Operacionalização da Vacina contra a Covid-19

Na cerimônia de lançamento do Plano Nacional de Imunização contra a Covid-19, na manhã desta quarta-feira (16/12), um mascote do Zé Gotinha se esquivou de um cumprimento do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Por cima da fantasia, o mascote usava máscara. O presidente dispensou a proteção facial durante todo o evento.

Depois de cumprimentar algumas pessoas com um aperto de mão, o presidente estendeu a mão para o mascote, que respondeu apenas com um sinal de positivo.

Assista ao momento:

https://youtu.be/msls02nxWsM

A cerimônia, no Palácio do Planalto, contou com a participação do ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, de governadores e parlamentares. Tanto o distanciamento social quanto o uso da máscara, medidas recomendadas para evitar a disseminação do novo coronavírus, foram desrespeitadas pela maioria dos presentes no evento, incluindo o ministro da Saúde.

O Zé Gotinha é um personagem brasileiro criado em 1986 pelo artista plástico Darlan Rosa para a campanha de vacinação contra o vírus da poliomielite realizada pelo Ministério da Saúde.

O nome Zé Gotinha foi escolhido nacionalmente através de um concurso promovido pelo Ministério da Saúde com alunos de escolas de todo o Brasil. O uso do mascote tinha o objetivo de tornar o evento mais atraente para as crianças. Atualmente, o Zé Gotinha também é utilizado para alertar sobre a prevenção de outras doenças, como, por exemplo, o sarampo.

Mudança de tom

Em tom conciliador, Bolsonaro pregou união e disse que, se houve exageros de parte a parte, “foi no afã de buscar solução”. “Se alguns de nós extrapolou ou até exagerou, foi no afã de buscar solução”, disse.

“São 27 governadores com uma só proposta: o bem comum, a volta à normalidade”, iniciou Bolsonaro, elogiando os chefes dos Executivos estaduais. O presidente também voltou a citar a medida provisória que pretende editar para liberar R$ 20 bilhões para a compra de vacinas.

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