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Brasil

Evento do plano de vacinação da Covid-19 tem aglomeração e falta de máscara

Autoridades que participaram do anúncio trocaram abraços, apertos de mão e algumas estavam sem proteção facial

16/12/2020 12:31, atualizado 16/12/2020 15:09
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Governo lança Plano Nacional de Operacionalização da Vacina contra a Covid-19

Durante o lançamento do Plano Nacional de Imunização contra a Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus, duas das principais medidas de prevenção foram desrespeitadas: distanciamento e uso de máscara.

O evento, realizado no segundo andar do Palácio do Planalto, contou com a participação do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), do ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, de governadores e parlamentares.

A maior parcela das autoridades ignorou o distanciamento, sentando-se próximas umas às outras, trocando abraços e cumprimentos de mão.

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A máscara também estava em desuso. Bolsonaro, Pazuello, o ministro-chefe da Casa Civil, general Braga Netto, o ministro da Secretaria de Governo, general Luiz Eduardo Ramos, o líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (Progressistas), o governador de Roraima, Antônio Denarium (PSL), por exemplo, não usaram o mecanismo de proteção facial.

Na contramão, os governadores Ronaldo Caiado (DEM), de Goiás, Renato Casagrande (PSB), do Espírito Santo, e Fátima Bezerra (PT), do Rio Grande do Norte, permaneceram de máscara durante a solenidade.

Até mesmo servidores da Presidência da República deixaram de lado a proteção. Nas portarias, algumas recepcionistas que faziam o credenciamento dos convidados estavam sem máscara. Agentes de segurança também não a usavam.

A comunidade médico-científica é categórica: distanciamento e máscara são medidas importantes para a contenção do novo coronavírus, enquanto a população não é vacinada.

O programa

Nesta quarta-feira (16/12), o Ministério da Saúde lançou o plano de vacinação contra a Covid-19. Quem se vacinar, receberá duas doses em um intervalo de 14 dias entre a primeira e a segunda injeção. O governo prevê a assinatura de um termo de consentimento.

De acordo com o programa, a imunização será feita em quatro grupos prioritários, que somam 50 milhões de pessoas. Serão necessárias 108,3 milhões de doses de vacina, já incluindo 5% de perdas.

A prioridade será para trabalhadores da saúde, idosos, pessoas com doenças crônicas (hipertensão de difícil controle, diabetes mellitus, doença pulmonar obstrutiva crônica, doença renal, entre outras), professores, forças de segurança e salvamento e funcionários do sistema prisional.

O governo federal está negociando a compra de vacinas com seis laboratórios. A informação está no Plano Nacional de Imunização. Segundo o documento, as tratativas já foram iniciadas com Pfizer/BioNTech, Janssen, Instituto Butantan, Bharat Biotech, Moderna e Gamaleya.

“Foram firmados memorandos de entendimento, não vinculantes, que expõem a intenção de acordo, podendo sofrer alterações de cronograma e quantitativos a serem disponibilizados”, destaca trecho do plano.

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