Nikolas se manifesta sobre punição de deputados por motim na Câmara
Deputados federais Zé Trovão, Marcel Van Hattem e Marcos Pollon foram suspensos por dois meses devido a participação em motim bolsonarista
atualizado
Compartilhar notícia

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) se manifestou nessa terça-feira (5/5) sobre a suspensão por dois meses dos mandatos dos deputados federais Zé Trovão (PL-SC), Marcel Van Hattem (Novo-RS) e Marcos Pollon (PL-MS). Os parlamentares foram punidos pelo Conselho de Ética da Câmara devido à participação no motim bolsonarista que obstruiu os trabalhos da Mesa Diretora, ocorrido em agosto do ano passado.
Por meio de uma publicação no X, Nikolas afirmou que a decisão marcou um “dia vergonhoso para o Parlamento” e que vai trabalhar para reverter a punição.
Dia vergonhoso para o parlamento hoje. O Conselho de Ética da Câmara acaba de punir os Deputados Marcel Van Hattem, Zé Trovão e Marcos Pollon com uma suspensão de 2 meses do mandato, simplesmente por se manifestarem na Mesa Diretora do Plenário da Câmara. O pior de tudo, é isso…
— Nikolas Ferreira (@nikolas_dm) May 6, 2026
Supensão por motim
Os processos contra os três parlamentares da oposição foram abertos a partir de pedidos apresentados pela Mesa Diretora da Câmara. Nos requerimentos, foi apontada quebra de decoro durante um protesto em 6 de agosto, quando os acusados impediram o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), de ocupar a cadeira dele no plenário.
A reunião da comissão começou por volta das 13h e durou cerca de oito horas, com sucessivas tentativas de obstrução da oposição, que apresentou requerimentos e pediu adiamentos para travar a pauta.
Ainda assim, o presidente do Conselho de Ética, Fabio Schiochet (União Brasil-SC), insistiu em levar o caso a voto na mesma sessão e manteve os trabalhos até a deliberação.
Os deputados, entretanto, não perdem os mandatos de forma imediata. A defesa pode recorrer à Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) em até cinco dias úteis após a publicação da decisão no Diário da Câmara. O colegiado tem igual prazo para analisar o recurso e, se a CCJ o rejeitar, o caso segue para decisão final do plenário da Câmara.
