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Eleições 2026Brasil

New York Times critica Trump por intromissão nas eleições brasileiras

Segundo o jornal, os Estados Unidos vêm deixando a posição de neutralidade para apoiar candidaturas específicas

25/10/2026 12:39, atualizado 25/10/2026 12:41
Molly Riley/Casa Branca
Trump na Casa Branca

Em editorial divulgado neste domingo (25/10), o jornal norte-americano The New York Times critica o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, por se intrometer nas eleições brasileiras.

Entitulado como “Trump deveria ficar fora da política brasileira”, o texto explica que, sob o governo de Donald Trump, o país vem deixando a posição de neutralidade em relação às eleições de outros países para apoiar candidaturas específicas na Argentina, Colômbia, Honduras, Hungria, Israel, Japão e Polônia. De acordo com o texto, “em alguns casos, o governo Trump foi além e recompensou seus candidatos preferidos com políticas amistosas ou puniu países governados por políticos que ele espera destituir”.

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O texto afirma que, em relação ao Brasil, não houve apoio formal ao candidato Flávio Bolsonaro, mas uma série de medidas que sinalizavam a preferência do presidente dos Estados Unidos. “O governo (referindo-se à gestão Trump) impôs uma tarifa de 50% sobre a maioria das importações brasileiras em 2025 e sanções ao juiz que presidiu o julgamento de Jair Bolsonaro e à esposa do juiz. As tarifas enfraqueceram a economia brasileira”.

Extrema-direita

De acordo com o editorial do NYT, “a interferência externa nas eleições de um Estado democrático é antidemocrática: afinal, os americanos não fazem parte do sistema político brasileiro. Subjacente às intervenções do governo Trump está a mensagem desrespeitosa de que os americanos — ou pelo menos uma pequena parcela deles — acham que sabem mais do que os brasileiros o que é melhor para o Brasil”.

O editorial critica ainda os escolhidos por Trump, dizendo que os candidatos “tendem a ser hostis à democracia em seus próprios países, assim como ele. São, em sua maioria, políticos de extrema-direita com tendências autocráticas. Usam o poder governamental para garantir acordos lucrativos para si mesmos, seus bajuladores e pessoas próximas ao Sr. Trump. Tentam mudar as regras eleitorais para manter seus partidos no poder. Em alguns casos extremos, como o do Sr. Bolsonaro e o próprio Sr. Trump, eles toleram a violência extremista cometida em seus nomes”.

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