“Não é solução”, diz secretário de Segurança sobre ocupação de favelas

Declaração ocorre após megaoperação que deixou 121 mortos nos Complexos da Penha e do Alemão

atualizado

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Fabiano Rocha / Agência O Globo
Rio de Janeiro (RJ), 28/10/2025 - Polícia / Mega-operação - Mega-Operação Policial nos Complexos do Alemão e Penha. Na foto: movimentação policial na Vila Cruzeiro
1 de 1 Rio de Janeiro (RJ), 28/10/2025 - Polícia / Mega-operação - Mega-Operação Policial nos Complexos do Alemão e Penha. Na foto: movimentação policial na Vila Cruzeiro - Foto: Fabiano Rocha / Agência O Globo

De acordo com o secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, Victor Cesar, uma ocupação permanente de forças policiais em favelas do estado “não é solução”. O debate sobre uma reocupação dos Complexos da Penha e Alemão ocorre após a megaoperação do dia 28 de outubro nas comunidades. Ao todo, 121 pessoas morreram no confronto, entre elas quatro policiais.

Em entrevista ao programa Fantástico, da TV Globo, neste domingo (2/11), Victor Cesar afirmou que o efetivo policial é insuficiente para manter ações permanentes em todas as comunidades do Rio.

“No Rio de Janeiro, infelizmente, nós temos quase um quarto da população morando em favela. São mil e novecentas favelas no Rio de Janeiro. Se a gente pegar todo o efetivo, cem por cento, das polícias – cinquenta e três mil policiais – e dividirmos pelas comunidades, daria cerca de sete policiais por comunidade. Então, ocupação não é a solução”, disse.

Nos últimos anos, o Comando Vermelho (CV) tem intensificado a expansão territorial dentro e fora do estado. “Antes dessa operação, até o final de setembro, só a Polícia Civil havia prendido, em cerca de um ano, 449 lideranças de fora do estado, fora as apreensões da Polícia Militar, que também deteve centenas”, afirmou o secretário da Polícia Civil, Felipe Curi, em entrevista coletiva.

Palco da recente operação, os complexos da Penha e o do Alemão são considerados redutos estratégicos da facção. Segundo a Polícia Civil, 33 suspeitos de outros estados foram presos na região.

A ação policial mobilizou cerca de 2,5 mil agentes das polícias civil e militar e resultou em centenas de mortes. Foram presas 81 pessoas e apreendidos pelo menos 93 fuzis, além de pistolas, granadas e mais de 500 kg de drogas.

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