“Não consegui salvar o meu bebê”, diz mãe de menino morto por cão

A família diz não entender até agora a fúria do cão rottweiler, que atacou Myckael Mendonça de Andrade, 3 anos, nessa terça-feira

(Foto: Direto das Ruas)

atualizado 17/06/2020 17:02

A mãe de Myckael Mendonça de Andrade, 3 anos, morto após ser atacado por um rottweiler, na manhã desta terça-feira (16/05), diz não entender até agora porque o cão que “fazia a segurança” da casa da prima atacou e matou o filho dela. O caso aconteceu no bairro Cristo Redentor, em Campo Grande (MS). As informações são do jornal Campo Grande News.

Ericka Mendonça Prates, de 18 anos, lamenta a morte do filho e conta que a convivência com o animal não era recente. Ericka chegou a morar com a prima por um tempo e há um mês se mudou com o filho para a casa da mãe.

“Ele corria atrás do cachorro e o cachorro atrás dele. Nunca teve problema, sempre foi um cão super calmo, não aparentava ser raivoso. Não sei o que aconteceu”.

O cachorro, uma mistura de rotweiller e outras raças, pertence ao dono da residência alugada. Ela e a prima pediram para criá-lo. “Era uma segurança para a gente”, diz Ericka.

Rosângela Mendonça, de 43 anos, a avó do garoto, confirma a versão da filha. “Sempre foi um bom cachorro. Até agora ninguém entende porque ele estranhou desse jeito”.

Momento do ataque

Ericka conta que no momento do ataque ela estava Myckael no portão da casa quando o cão derrubou os dois no chão. Eles tinham dormindo na casa da prima e estavam de saída, para voltar para a casa onde viviam, no mesmo bairro.

A mãe de Myckael, que está grávida de 2 meses, conseguiu se levantar, mas o cachorro partiu para cima da criança num ataque de fúria e só soltou quando um vizinho interferiu. “Não consegui salvar o meu bebê. Tentei muito, mas não consegui. Ele (cachorro) era muito forte, grudava no pescoço, a gente puxava, fazia de tudo, mas ele não saía de cima”, relembra.

Emocionada, Ericka relembra os últimos momentos com o filho. Durante a noite, na casa da prima, ele acordou e pediu que a mãe fosse até ele. Agora, depois da tragédia, parece ter sido a despedida. “Ele me abraçou e disse ‘te amo muito mamãe’”.

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O velório

O menino Mykael teve direito a velório, com a presença dos familiares. O pai também pôde se despedir. Ele está preso desde o dia 19 de agosto do ano passado e o caixão do menino foi levado até o pátio do Presídio de Trânsito de Campo Grande (Ptran) para o adeus.

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