Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Brasil

Nada foi feito para prevenir, diz promotor sobre Brumadinho

Guilherme de Sá Meneguim, promotor do caso de Mariana, afirma que não houve avanços do ponto de vista legal desde o desastre de Mariana

28/01/2019 11:18
Divulgação/Cemig
Nada foi feito para prevenir, diz promotor sobre Brumadinho

Desde o rompimento da barragem em Mariana (MG), em novembro 2015, até o desastre de Brumadinho, na última sexta, não houve avanços na legislação e nem em medidas para promover a prevenção de casos semelhantes. A avaliação é do promotor Guilherme de Sá Meneguim em entrevista à Rádio Eldorado na manhã desta segunda-feira (28/1).

“Do ponto de vista legal e do ponto de vista preventivo, nada foi feito”, afirmou Meneguim, ressaltando que a lei brasileira permite a existência deste tipo de barragem. Para o promotor, é necessário que as empresas gradualmente desativem estruturas como a de Brumadinho e retirem os rejeitos para evitar rompimentos. “A questão não é se, é quando vai romper. Não foi feita nenhuma lei proibindo esse tipo (de barragem) e houve flexibilização dos licenciamentos”, disse.

Segundo ele, que atuou na defesa das vítimas do desastre de Mariana, o rompimento “é muito semelhante”. Para Meneguim, a criação de leis e o fortalecimento dos órgãos de fiscalização podem ajudar a evitar tragédias assim. Ele defendeu ainda adaptações no Código Penal para lidar com situações complexas como essa. “Esses fatos não são acidentes. São homicídios, crimes ambientais, e a pena é cadeia”.

Receba no seu email as notícias de Boletim Metrópoles

Frequência de envio: Diário

Ver todas as newsletters

Meneguim afirmou que as dificuldades enfrentadas para apurar os responsáveis vão se repetir, mas é possível, com laudos, testemunhas e interrogatórios, chegar à conclusão. “Uma coordenação entre todas as autoridades é muito importante. “Os peritos que trabalharam em Mariana podem ajudar muito”, afirma.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles

Relembre
O desastre em Brumadinho ocorreu na tarde de sexta-feira (25/1), e deixou dezenas de mortos, feridos e centenas de desaparecidos, segundo balanços divulgados por autoridades. Ainda não há informações sobre as causas do acidente.