“Nada a ver com o filme”, diz Flávio sobre operação contra produtora
Investigações apontam que recursos teriam sido desviados de contrato para instalação de wi-Fi e usados em produção cinematográfica
atualizado
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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) disse, nesta segunda-feira (1°/6), que não há ligação entre a operação da Polícia Civil de São Paulo na sede da produtora Go UP Entertainment e o filme Dark Horse, que conta a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Questionado por jornalistas ao chegar a um evento no Rio de Janeiro, ele deu uma declaração rápida.
“Daqui a pouco a gente fala, vamos só esperar a apresentação. (Não) tem nada a ver com o filme”, afirmou Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência.
Para o evento, também estavam presentes o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ) e o presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), Douglas Ruas.
A Polícia Civil realiza nesta segunda-feira uma operação que investiga suspeita de fraude envolvendo licitação entre a Prefeitura de São Paulo e o Instituto Conhecer Brasil (ICB), responsável pela produção do Dark Horse.
As autoridades apuram possíveis irregularidades no termo de colaboração firmado entre a Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia (SMIT) e o instituto, representado por Karina Ferreira da Gama, para a contratação e instalação de wi-Fi em comunidades periféricas da cidade.
As investigações apontaram uma série de falhas consideradas graves e indícios de conduta ilegal desde a origem da contratação.
Segundo o Tribunal de Contas do Município, há ao menos 20 irregularidades graves no edital de chamamento público, como o uso de “critérios genéricos para a escolha de uma organização social sem experiência prévia no setor de telecomunicações” e que, até então, “atuava na promoção de eventos religiosos e literários gospel”.







