Mulher que pulou de prédio para fugir de estupro não consegue mexer pernas

Juliane Lacerda está internada em Goiânia e fez cirurgia na coluna. Ela aguarda avaliação dos médicos para saber se voltará a andar

atualizado 05/02/2021 21:33

Mulher pula de prédio para fugir de estupro em GoiâniaReprodução

Goiânia (GO) – A cabeleireira Juliane Lacerda Lima, de 36 anos, que pulou do primeiro andar de um prédio, em Goiânia, no último dia 29, para fugir de um estupro, não está, pelo menos temporariamente, sentindo o movimento das pernas nem consegue se levantar. Ela contou a história nesta sexta-feira (5/2) à TV Anhanguera/G1.

Imagens registradas por câmeras de circuito externo do local da tentativa de estupro mostram o momento em que ela caiu, depois de pular da sacada.

Ela já permaneceu sentada, depois do impacto que sentiu nas pernas ao tocar o chão.

Veja o vídeo:

 

Juliane está internada, desde então, no Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo), onde passou por uma cirurgia na coluna e continua sem sentir as pernas. Ela disse que espera agora uma posição da equipe médica para saber se voltará a andar.

Sem arrependimento

Mesmo diante da possibilidade de perder os movimentos, Juliane revela que não se arrepende de ter pulado. Segundo ela, era a única alternativa que lhe restava e que, se fosse preciso, faria de novo.

A mulher e uma funcionária estavam trabalhando no salão na manhã do dia 19, no Setor Parque Oeste Industrial, em Goiânia. Pouco antes das 11h, um homem usando capuz, máscara e óculos chegou anunciando o assalto.

Depois de pegar dinheiro do caixa e os aparelhos de celular dela e da funcionária, ele ordenou que elas tirassem as roupas e subissem para o primeiro andar do prédio. Quando chegou lá, Juliane percebeu que a porta da sacada estava aberta e decidiu pular. Ao cair, ela começou a gritar por socorro.

A funcionária que ficou com o assaltante no interior do prédio diz que ele se assustou ao perceber que Juliane tinha escapado. Ele correu, pegou uma bicicleta e fugiu. Durante a fuga, ele se atrapalhou e deixou cair os celulares das duas e o dele também.

Casos semelhantes

O caso está sendo investigado pela Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam), da região noroeste de Goiânia. A delegada responsável, Cássia Sertão, segue na busca para descobrir a identidade e localização do suspeito.

Infelizmente, casos semelhantes de violência contra a mulher não são raros. No início deste ano, em Caldas Novas, a polícia investigou a suspeita de um estupro coletivo contra uma mulher de 44 anos. Já na capital goiana, no final do ano passado, uma adolescente de 16 anos foi estuprada próximo à BR-153.

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