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Brasil

Mulher que fingiu leucemia recebeu ao menos R$ 12 mil em doações

Segundo a polícia, é possível que a mulher tenha recebido valores ainda mais altos; ao menos 100 pessoas participaram das rifas

02/01/2023 18:12
Reprodução/Redes sociais
Print mostra caso de mulher que fingia leucemia para enganar colegas em Goiás - Metrópoles

Goiânia – A camareira Débora Barros dos Santos, de 26 anos, investigada por fingir que tinha leucemia para aplicar golpes, recebeu, ao menos, R$ 12 mil em doações. De acordo com a Polícia Civil, cerca de 100 pessoas que trabalhavam com a mulher participaram de uma rifa, feita por ela, no valor de R$ 25. Ela também recebeu diversas doações de pessoas próximas e familiar. Ela pedia contribuições em dinheiro para a suposta realização de exames, tratamentos e custeio de remédios.

A polícia investiga o caso em Pirenópolis, no Entorno do Distrito Federal. De acordo com o delegado responsável pela apuração, Tibério Cardoso, a expectativa é de que os valores sejam ainda mais altos. Segundo ele, outras pessoas que participavam de outros núcleos de convivência de Débora, além dos colegas de trabalho, participaram das campanhas para ajudá-la no suposto tratamento.

Mulher que fingiu leucemia recebeu ao menos R$ 12 mil em doações - destaque galeria
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Segundo delegado, mulher usava sangue falso para sensibilizar colegas
Colegas faziam rifas e vaquinhas para conseguir dinheiro
Amigas chegaram a fazer tatuagens em homenagem à Débora
Débora pode ser indiciada por estelionato
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Débora pode ser indiciada por estelionato

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Segundo delegado, mulher usava sangue falso para sensibilizar colegas
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Segundo delegado, mulher usava sangue falso para sensibilizar colegas

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Colegas faziam rifas e vaquinhas para conseguir dinheiro
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Colegas faziam rifas e vaquinhas para conseguir dinheiro

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Amigas chegaram a fazer tatuagens em homenagem à Débora
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Amigas chegaram a fazer tatuagens em homenagem à Débora

Reprodução/Redes sociais

“Só um jardineiro que trabalhava com ela, conseguiu uma doação com vizinhos de R$ 750. Ela também conseguiu doações da família do namorado, de pessoas próximas, familiares, valores individuais que chegavam a R$ 3 mil”, contou o delegado, ao Metrópoles.

Conforme o investigador, as testemunhas estão sendo ouvidas aos poucos. Até o momento, cerca de 14 pessoas já prestaram depoimento. “Como não houve flagrante, ela [Débora] não está presa. Vamos ouví-la por último. A informação que tivemos é que ela teve alta médica na última sexta-feira (30/12), mas vamos oficiar o hospital para saber das condições da internação”, detalhou Cardoso.

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Sangue falso

Para sensibilizar os colegas de trabalho, Débora usava fotos com sangue falso, além de imagens com curativos. No entanto, segundo o delegado, médicos analisaram as fotos e afirmaram que se trata apenas de uma substância avermelhada. “Opiniões médicas já afirmaram que o sangue é falso. Mas enviamos para a perícia para uma análise mais aprofundada”, revelou.

Mesmo sensibilizados, muitos colegas de trabalho da camareira desconfiaram do comportamento dela, até que um deles denunciou o caso à polícia. Três amigas de Débora chegaram a fazer tatuagens em homenagem à colega doente.

Débora dizia aos colegas que fazia o tratamento acompanhada de uma amiga, que ninguém conhecia. Ao Metrópoles, o Cardoso disse acreditar que esse personagem também seja uma invenção de Débora, já que ela não consegue dar informações sobre a mulher. Ainda segundo o delegado, a mulher nunca apresentou diagnósticos ou exames que comprovassem a leucemia.

A camareira alegava ainda que realizava que o tratamento contra o suposto câncer era feito em um hospital que ela não é paciente. Em depoimento, as testemunhas falaram que a jovem alegava fazer o tratamento no Hospital Araújo Jorge, em Goiânia. Porém, o hospital informou que Débora nunca foi paciente da unidade.