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Brasil

Mulher pede socorro durante entrevista de delegado: "Chama a polícia"

Vítima de violência praticada pelo companheiro, ela mandou mensagens no momento em que o policial falava em uma rádio

24/03/2021 16:50, atualizado 24/03/2021 16:51
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EBC/Divulgação
violência doméstica

Uma mulher de 38 anos aproveitou a participação de um delegado em programa de rádio para enviar mensagens no WhatsApp e pedir socorro. Ela denunciou que estava sendo vítima de violência doméstica e cárcere privado. O algoz era o próprio companheiro. O caso ocorreu em Vacaria, na Serra do Rio Grande do Sul.

A mulher enviou as mensagens para o telefone de trabalho do radialista, que teria aberto o recado imediatamente, ainda na companhia do delegado entrevistado.

“Oi, por favor, me ajuda. Eu estou no interior de Bom Jesus. Ele [o agressor] está me ameaçando. Não posso sair a pé daqui. Não tenho telefone fixo, nem sinal de telefone. Por favor, chama a polícia. Socorro! Não aguento mais.”, implorou a vítima.

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Mulher denuncia violência doméstica por meio de mensagem a radialista no RS
Mulher denuncia violência doméstica por meio de mensagem a radialista no RS
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Mulher denuncia violência doméstica por meio de mensagem a radialista no RS

Divulgação/ Polícia Civil
Mulher denuncia violência doméstica por meio de mensagem a radialista no RS
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Mulher denuncia violência doméstica por meio de mensagem a radialista no RS

O pedido foi repassado pelo delegado Anderson Silveira de Lima à Delegacia de Bom Jesus, cerca de 60 km de Vacaria.

Após ação da polícia, a mulher foi liberada e o suspeito preso em flagrante. O homem, companheiro da vítima, foi levado ao Presídio Estatual de Vacaria e responderá por cárcere privado, posse ilegal de arma de fogo e violência doméstica.

De acordo com informações da mulher à polícia, os crimes ocorrem há pelo menos 20 anos. A vítima contou que teria uma medida protetiva contra o agressor. No entanto, ela e a família dependiam financeiramente do homem.

O casal tem quatro filhos juntos e, segundo a polícia, todos sofreram atos de violência do pai.

A mulher está sendo acompanhada pelo Cartório Especializado de Atendimento à Mulher e conseguiu nova medida protetiva contra o agressor.

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